Neymar escapou ileso de um dos maiores vexames da história do futebol / Reuters
Era um amistoso sem importância. Virou ponto fora da curva na trajetória de Neymar pela seleção brasileira. A derrota por 1 a 0 para a Suíça, em 14 de agosto de 2013, foi a última do craque com a camisa verde e amarela. Quase dois anos depois, o atacante coloca à prova uma invencibilidade de 23 jogos pelo Brasil. É o principal nome do time que estreia hoje na Copa América, contra o Peru, às 18h30, em Temuco.
A seleção conquistara a Copa das Confederações havia pouco mais de um mês quando enfrentou os suíços. Felipão escalou praticamente o mesmo time que derrotara a Espanha por 3 a 0, no Maracanã. Mas um gol contra de Daniel Alves, aos 2 do segundo tempo, foi o suficiente para provocar o tropeço.
Depois disso, Neymar não voltou a perder pelo Brasil. A sequência tem 21 vitórias e dois empates, ambos na Copa de 2014, contra México (0 a 0) e Chile (1 a 1). Devido à lesão nas costas sofrida diante da Colômbia, pelas quartas de final, não estava em campo no fatídico 7 a 1. Também foi desfalque na derrota para a Holanda (3 a 0), pela decisão do terceiro lugar.
Azar da seleção, que não contou com seu melhor jogador na hora H. Sorte de Neymar, que escapou ileso de um dos maiores vexames da história do futebol. Um fiasco que o camisa 10 tem a oportunidade de ajudar a apagar, no Chile.
artilheiro/ Aos 23 anos, Neymar já é o quinto maior goleador da equipe nacional em todos os tempos. Com cinco gols a menos do que Zico em jogos pelo time adulto, está perto de assumir a quarta colocação.
Levando-se em conta o momento vivido pelo craque, não é difícil que ele supere o Galinho durante a Copa América. Desde o fim do Mundial, o ex-santista disputou 60 jogos e balançou as redes 47 vezes. Com um gol a cada 103 minutos, foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa, ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo.
“O Neymar é uma liderança nova, diferente do que acontecia antigamente, com Carlos Alberto Torres, Cafu e Gérson”, disse o técnico Dunga, que, assim como o capitão, está invicto – ganhou os dez jogos desde o retorno à seleção, em julho. “O Neymar é uma liderança com mais sorrisos, mais alegria, mais conversa e brincadeira. Mas, na hora de trabalhar, ele é sério como todos os outros.”
Esta é a segunda Copa América de Neymar. Em 2011, ele sentiu o peso do protagonismo. Foi figura apagada do time eliminado pelo Paraguai nas quartas. Quatro anos depois, o astro está pronto para vender caro uma eventual derrota.
Peru entra em campo com um olho em Neymar e o outro...
Que Neymar é o principal diferencial da atual seleção brasileira, ninguém questiona, mas o atacante não é o único na mira do Peru nesta tarde. “Vamos jogar contra a seleção brasileira, não contra Neymar”, avisou o centroavante Paolo Guerrero.
Segundo o ex-jogador do Corinthians, a seleção peruana não fará nenhum trabalho específico para frear o camisa 10. “Falamos sobre isso”, disse o atacante. “Não fizemos nenhum trabalho específico pensando em Neymar. destacou Guerrero.
OFF - Neymar coloca à prova invencibilidade pelo Brasil
A derrota por 1 a 0 para a Suíça, em 14 de agosto de 2013, foi a última do craque pela seleção
Fonte Diário de São Paulo
14 de Junho de 2015
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