Após glória na Europa, ex-São Paulo hoje mora na concentração no PR. E por vontade própria

Fonte ESPN
Lino (esq) marca Souza durante treino do São Paulo, em 2004; ala está de volta ao Brasil
Dorvalino Alves Maciel viveu anos de glórias no futebol europeu. Bicampeão português com o Porto e ídolo da torcida do grego PAOK, que lhe enviava até convites para casamentos, ele estava fora do Brasil desde 2006, mas agora voltou ao país natal.
Mas se você não sabe quem é o Dorvalino, é porque o conhece pelo apelido: trata-se do lateral esquerdo Lino, aquele que jogou no São Paulo em duas passagens (2001 e 2004), atuando ao lado de atletas como Rogério Ceni, Kaká, Cicinho, Luís Fabiano e Souza.
Pois saiba que, desde janeiro desse ano, ele é jogador do Londrina, e disputa a primeira divisão do Campeonato Paranaense após quase 10 anos no futebol europeu. No retorno ao Brasil, cortou todos os luxos, e preferiu morar na concentração de sua nova equipe.
"Estou morando no alojamento do clube. Minha esposa queria fixar residência em Curitiba, porque meu filho começou a escola lá e não tinha como transferir para Londrina, por isso optei por morar na concentração, que tem uma estrutura muito boa. Para mim, é até bom, porque só me foco no futebol e posso descansar bastante", contou Lino, à Rádio ESPN.
"É até uma volta às origens, porque já morei em muitas concentrações nessa vida. As condições são maravilhosas, não tenho porque morar fora", completou.
Aos 37 anos, inclusive, ele nem pensa em parar tão cedo.
"Ainda estou em forma e não tenho ainda prazo para encerrar minha carreira. Quem sabe até chegar ao Zé Roberto (risos)! Ele fez algo muito importante, porque está atuando em alto nível com 40 anos e quebrando as barreiras no futebol", destacou.
Do supermercado ao São Paulo
Nascido em 1º de julho de 1977 em São Paulo, Lino começou a trabalhar cedo. Ainda jovem, ajudava a complementar a renda em casa como empacotador em um supermercado do distrito de São Miguel Paulista, na capital. Conciliou a atividade com o futebol até se profissionalizar, em 1999, pelo São Caetano.

Lino hoje mora na concentração do Londrina
Depois, passou por Grêmio Mauaense e Iraty, clube pelo qual se destacou e acabou chamando a atenção do São Paulo. Chegou ao Morumbi em 2001, e até hoje guarda boas memórias de sua passagem por lá.
"Foi uma ascensão meteórica. Nunca imaginei que, três anos depois de virar profissional, eu já estaria no São Paulo. Quando cheguei, levei um susto, porque vi todos aqueles craques, Kaká, Souza, Luís Fabiano... Disputava posição com o Gustavo Nery e consegui a jogar muitas vezes com o Nelsinho Baptista. Fiz muitos amigos lá, é um clube pelo qual tenho enorme carinho", recordou.
Apesar das imagens positivas dos tempos de tricolor, o lateral esquerdo também se lembra da pressão da torcida são-paulina naquela época, já que o clube paulista vivia um jejum de títulos importantes depois da era Telê Santana, nos anos 90.
"Tinha muita cobrança! O São Paulo tinha ganhado o Rio-São Paulo de 2001, mas a torcida queria mais, porque sabia que o time tinha condições. O Kaká era muito jovem nessa época, mas já era bem maduro, até por causa dessa pressão", afirmou.
No Morumbi, Lino também aprendeu a bater faltas com Rogério Ceni. Depois do "intensivo" com o ídolo são-paulino, acabou virando cobrador oficial em outras equipes que passou ao longo da carreira - até na Europa.
"Era um pressão muito grande treinar ao lado do Rogério, porque ele colocava todas no ângulo, era impressionante! As minhas precisavam pelo menos passar da barreira (risos). A gente treinava muito depois do treino, até por horas. Todas as vezes que volto a São Paulo eu falo com o Rogério e o agradeço por tudo que ele me ensinou", ressaltou.
Campeão em Portugal, rei na Grécia
Após passagens por Bahia, Figueirense, Juventude e Fluminense, o lateral esquerdo acertou sua transferência para a Académica, de Portugal, em 2006. Em Coimbra, jogou tão bem que chamou a atenção do gigante Porto, que o contratou logo no ano seguinte.

Lino foi bi do Português com o Porto
Com os "Dragões", foi bicampeão português e disputou a Uefa Champions League. Apesar disso, o ala lembra até hoje do cartola que não o queria por lá, já que o brasileiro havia marcado um gol no Porto enquanto jogava pela Académica.
"Joguei com várias feras lá: Lisandro López, Quaresma, Hulk... Em Portugal, eles veem tudo pra você, te dão carro, casa, mas cobram muito também em campo! No Porto, eu quebrei dois tabus: quando cheguei, o diretor-geral disse que não contratava jogador com 30 anos e que já tinha feito gol no Porto. Eu tinha os dois problemas: estava com quase 30 anos e tinha feito um gol neles (risos)! Mas deu tudo certo", recordou.
Na temporada 2008/09, já "trintão", Lino acertou com o PAOK, da Grécia. Apesar de não ter conquistado nenhum título com o clube da cidade de Salônica, virou ídolo da torcida pela dedicação em campo. A adoração era tanta que o ala frequentemente recebia convites para ir eventos dos torcedores, como festas, casamentos e batizados.
"Eles são muito fanáticos! Lá, eu não podia andar na rua, no shopping, restaurante, que eles me abordavam até quando eu estava até comendo. Estava mastigando e eles vinham para tirar foto e pedir autógrafo (risos). Recebia muitos presentes, como quadros, cartas, até peixes! Chegava em casa e tinha quatro quilos de frutas na porta, eu tinha que distribuir pros vizinhos, porque não dava conta de comer! Recebia também muitos convites de batizado, casamento, festas, mas geralmente eram nas minhas férias e eu nunca pude ir (risos)", contou.

Lino em ação pelo PAOK: ídolo da torcida
"Do jeito que eles amam e torcem, não tem como você não dar 100% em campo, mesmo em um dia ruim, porque eles incentivam tanto que o cara não consegue correr 'meia-bomba'. Eles viajam a Europa toda também. Teve uma vez que ganhamos do Fenerbahce na Turquia e tinha 5 mil gregos na torcida, foi um negócio louco", acrescentou.
O único arrependimento dos tempos de Grécia é não ter aproveitado para conhecer melhor as paradisíacas praias e ilhas do país, apesar da pressão da esposa.
"Foi uma pena que nós não visitamos mais pontos turísticos e as ilhas, porque eu jogava sempre e as folgas eram de segunda, não dava para viajar. Minha esposa cobrava, mas eu falava 'calma, amor, uma hora a gente vai, tem tempo' (risos). Nas férias a gente corria para o Brasil, mas hoje a gente sente falta de lá e dos lugares que não fomos. Assim que der, quero voltar para conhecer melhor a Grécia", finalizou.
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