Muricy chega a 400 jogos pelo Tricolor (Foto: Miguel Schincariol/ LANCE!Press)
O técnico Muricy Ramalho completa 400 jogos à frente do São Paulo no duelo desta quarta-feira, contra o XV de Piracicaba, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tal marca o coloca próximo dos três treinadores que mais vezes comandaram o Tricolor – Telê Santana (411 partidas), Poy (422) e Feola (532).
Pensando em se aposentar na equipe do Morumbi, o atual comandante visa justamente bater tais recordes. Em entrevista ao site oficial do São Paulo, Muricy fez questão de lembrar os dois anos de contrato que ainda tem a cumprir. Caso de fato fique no Tricolor até dezembro de 2015, o técnico tem grandes chances de atingir a histórica marca de Feola.
"Agora minha ideia é ficar aqui até o final do meu contrato, que tem mais dois anos, e quem sabe encerrar a minha carreira. Claro, se me deixarem ficar até lá (risos). Se eu conseguir, aí consigo bater o recorde do Feola (532 jogos no comando do Tricolor). Minha intenção é me aposentar no São Paulo", afirmou Muricy.
Sobre a marca de 400 jogos, mais especificamente, o treinador admitiu que não foi fácil atingi-la. No entanto, ele garantiu ser motivo de satisfação e orgulho chegar a um número como este no São Paulo.
"É uma marca expressiva, mostra que o trabalho foi reconhecido e deu retorno. Não é fácil ficar tanto tempo em um clube grande como este, campeão mundial e de tudo, e por isso esses 400 jogos mostram a nossa competência. É motivo de orgulho, porque atingir essa marca não é pra qualquer um. Recebo isso com satisfação, porque sempre procurei trabalhar bem para ajudar o clube", disse o treinador.
Até aqui, Muricy acumula os números de 213 vitórias, 109 empates e 77 derrotas em suas três passagens pelo São Paulo. O técnico levantou cinco troféus pelo clube do Morumbi. Foram eles: Copa Conmebol (1994), Copa Master Conmebol (1996) e tricampeonato do Brasileirão (2006/07/08).
Confira abaixo demais tópicos lembrados por Muricy na entrevista ao site oficial do Tricolor:
Conmebol de 1994:
"Foi importante, porque foi o meu primeiro título. Nosso time era jovem, formado por moleques e foi formado de última hora. O principal estava envolvido em outras competições e, então, me deram alguns meninos da base. Me marcou muito, porque ninguém esperava."
Eliminação da Libertadores de 2008, diante do Fluminense:
"O Campeonato Brasileiro estava começando, e o ambiente era muito ruim. Briguei com muita gente pra ficar no São Paulo. Confiei no meu trabalho e no presidente Juvenal Juvêncio e, assim, fomos tricampeões. Se eu tivesse saído, não teria conquistado esse título que, pra mim, representa muito"
Campeonato Brasileiro de 2008:
"A gente estava desacreditado, sem investimentos e a turma desanimou um pouco. Então, fui com o que tinha, juntei alguns moleques da base e o time deu liga. Os jogadores começaram a acreditar no trabalho novamente e ganhamos o campeonato. Foi difícil e marcante."
Campeonato Brasileiro de 2013:
"Temos sempre que conquistar títulos, porque a memória das pessoas é curta. Ano passado foi complicadíssimo, mas conseguimos escapar do rebaixamento. Nunca aconteceu isso no São Paulo. Imagina a vergonha que eu e o Rogério iríamos passar? Nós fomos criados aqui. Felizmente os jogadores acreditaram no trabalho e demos sorte."
Muricy mira recorde de Feola
Fonte Lancenet
25 de Fevereiro de 2014
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