A ofensividade, correria dos times e as oportunidades para balançarem as redes, além garra dos atletas que lutaram muito pela vitória, tornaram o clássico intenso, emocionante e bom de se ver.
Faltaram os gols para o resultado explicar o que houve em campo.
A arbitragem não acompanhou o nível do confronto.
Confusa, com polêmicas desnecessárias, irritou ambos os times.
A quantidade de pessoas no Morumbi (16337) decepcionou.
Tática
Muricy deixou Ganso fora do time titular e propôs taticamente um jogo parecido ao do adversário.
Oswaldo de Oliveira, surpreso com a a mudança, ‘aceitou’.
São Paulo e Santos tão tentaram trocar passes e valorizar a posse de bola enquanto esperavam esperando o erro do adversário.

Começaram a marcar sob pressão no campo do rival e, quando a recuperaram a dita cuja na frente, atuaram com velocidade em direção ao gol.
O técnico são-paulino posicionou a equipe no 4-2-3-1 que se transformou em 4-3-3 na hora de a equipe atacar.
Utilizou Douglas e Osvaldo pelos lados e Pabón no centro da linha de três.
O treinador santista adotou o mesmo esquema tático. Thiago Ribeiro e Geuvânio jogaram abertos e Cícero ficou entre eles.
O lateral-esquerdo Álvaro Pereira apoiou bastante. Paulo Miranda também avançou constantemente, porém um pouco menos.
Os volantes Maicon e Souza ajudaram na parte ofensiva, porém menos.
No Peixe, o volante Arouca participou mais da criação que os laterais Cicinho e Mena, apesar de os dois últimos também atacarem.
Primeiro tempo
O Peixe começou melhor.
Impediu o São Paulo de sair da defesa tocando a bola.
Ceni errou duas vezes nisso e numa delas proporcionou ótima chances de o rival sair na frente.
Geuvânio perdeu o gol diante do goleiro que se redimiu ao realizar excelente intervenção.
A marcação santista sob pressão funcionou por cerca de 15 minutos.
Quando o São Paulo conseguir sair da defesa com a bola, equilibrou as ações e o Peixe passou a apostar nos contra-ataques.
O time de Muricy insistiu nos ataques pela esquerda, pois Osvaldo e Alvaro Pereira, além de serem mais ofensivos que Paulo Miranda e Douglas, a dupla da direita, têm mais qualidade e jogaram razoavelmente bem.
Fraca arbitragem
Três vezes o auxiliar errou ao marcar impedimento do ataque são-paulino, duas delas em jogadas perigosas para o Santos, e no contragolpe perigoso com Osvaldo o outro badeirinha sinalizou a saída de bola pela lateral, apesar de não ter acontecido.
Além disso, o árbitro pecou bastante.
Adotou critério dúbio na hora de soprar as faltas e mostrar cartões (começou rigoroso e amoleceu), inverteu infrações e amarelou o zagueiro Neto em jogada que sequer fez a falta em Pereira.
Foi bem na jogada em que Antonio Carlos, dentro da área, chutou em gol e a bola bateu na mão do zagueiro do Santos.
O defensor não teve a intenção, o contato foi consequência do movimento natural do atleta. A bola bateria no corpo dele.
Não houve a penalidade.
Parecido
Na volta do intervalo, o jogo continuou na mesma toada.
O São Paulo com mais posse de bola ofensiva e Santos perigoso nos contra-ataques teve a chance mais clara de colocar sua equipe em vantagem.
Ceni fez bela defesa no cabeceio de Leandro Damião, aos 25, depois de lance bonito de Thiago Ribeiro na direita.
O jogo mudou quando os treinadores alteraram os times.
Ganso sai do banco e Santos cresce

Aos 23, o sumido Geuvânio deu lugar ao Rildo.
A troca não surtiu nenhum efeito.
Aos 29, Ganso substituiu Douglas. Pabon foi jogar do lado direito e o meia ficou centralizado na linha de três.
A troca fez o São Paulo perder força de marcação e movimentação na frente.,
O Santos passou a jogar mais com bola e a atacar.
Aos 36, Osvaldo foi substituído por Ademilson.
A equipe despencou depois da mexida. Caiu na parte defensiva, perdeu posse de bola e também o contra-ataque.
O Santos aproveitou o moleza e aumentou suas opções ofensivas com Gabigol na vaga de Alan Santos.
E terminou o confronto atuando melhor e dando sustos no rival.
A confusa arbitragem
Quatro lances polêmicos aconteceram no 2° tempo.
O Santos reclamou de três.
Leandro Damião pediu pênalti depois de a bola tocar no braço de Paulo Miranda. O zagueiro não teve a intenção e o contato aconteceu por causa da disputa pela gorducha.
O soprador marcou a penalidade de Paulo Miranda em Rildo, mas o santista estava impedido. O bandeirinha avisou o soprador que voltou atrás e irritou os santistas.
Antes, Rodrigo Caio, o pior do São Paulo, fez falta no adversário. Não vi a reprise para saber se foi dentro ou fora da área. O árbitro errou.
Os são-paulinos pediram a expulsão de Neto, aos 36, por fazer a falta em Ademilson na meia lua da grande área.
O zagueiro tinha sido punido com o amarelo e mereceu outro neste lance.
Mas a arbitragem foi tão confusa, inclusive em jogadas que acertou, que achei compreensível a decisão.
O próprio árbitro tinha se perdido na hora de saber qual critério usar, pois adotou mais de um na partida.

Destaques
Alvaro Pereira e Osvaldo deram muito trabalho ao Santos.
Ceni fez duas importantes defesas.
Voto neles como destaques do São Paulo.
No Peixe, Thiago Ribeiro nos foi importante nos desarmes e na parte ofensiva.
A dupla Neto e Gustavo Henrique merece elogios. Os zagueiros formaram um verdadeiro paredão.
Aranha foi outro que se apresentou muito bem.