projeto da cobertura do Morumbi. A dois meses da eleição presidencial do clube, situação e oposição tentam entrar em entendimento. E, pelo discurso que cada lado utiliza, um acordo é praticamente impossível.
Do lado de Juvenal Juvêncio, o assessor da presidência, José Francisco Manssur, acusa o candidato oposicionista Kalil Rocha Abdalla e seus apoiadores de boicotarem a votação da cobertura apenas por uma questão política. Mansur afirma que se não houvesse eleição dentro de pouco tempo, tudo já estaria resolvido.
- Eu não consegui entender a postura deles. Uma comissão de conselheiros da oposição foi montada e eles tiveram acesso a todos os contratos relativos à cobertura no escritório de advocacia Pinheiro Neto. Em algumas reuniões, eles apenas tiveram conhecimento do material. Em outras, fizeram todo o questionamento necessário. Faltam apenas três projetos de engenharia que serão cedidos pela Andrade Gutierrez. E eles insistem em não votar a questão - acusou Manssur.
O assessor afirmou que dez construtoras já protocolaram na presidência do clube o interesse de investir na obra. Mas que todas querem que a situação dentro do São Paulo seja esclarecida.
- A única questão que está atrapalhando tudo é a não realização da votação. O fundo de investimento já está registrado na Comissão de Valores Mobiliários. No total, 38 empresas estão interessadas em comprar cotas. Mas, para isso, é preciso que haja a votação. O conselheiro pode aprovar ou votar, mas ele precisa se posicionar. É para isso que ele foi eleito pelo sócio. Espero que eles se sensibilizem e mudem de atitude para o bem do São Paulo – ressaltou.
A reforma está orçada em R$ 460 milhões e, além da colocação da cobertura, está prevista a construção de dois edifícios garagem, que seriam montados na área social do clube. A obra tem prazo total de 18 meses para ser realizada e o estádio precisará ficar fechado por oito meses. Durante esse tempo, o Tricolor mandaria seus jogos no Pacaembu
A oposição se manifestou por meio de Marco Aurélio Cunha, candidato a vice. E, na visão dele, Manssur está faltando com a verdade.
- É mentira. Não conseguimos ver os contratos, principalmente porque quando iríamos questionar a construtora, ela já estava fora do negócio. Por que a Andrade Gutierrrez saiu do projeto? Ninguém fala isso? E o pior: como ela sai e deixa todos os projetos? Ele está mentindo, está politizando a questão. Quer transferir para a oposição uma responsabilidade que não é nossa. Por R$ 460 milhões, tem estádio novo sendo construído. Os sócios já deixaram claro que não concordam com o local onde seriam construídos os estacionamentos. Eu não vejo solução até a eleição. Além do mais, já se esperou até agora, por que vamos apressar a questão? Só por causa da eleição? - questionou.
Marco Aurélio diz que muitos detalhes precisam ser discutidos.
- Eles ainda não têm nem autorização para fazer os estacionamentos. Só existe o consentimento da prefeitura para a construção, que fui eu que consegui com o então prefeito (Gilberto) Kassab. Eles falam que o prazo para explorar comercialmente a arena será de 20 anos. E o que se faz depois? E se a cobertura der problema? Quem paga? E se a obra não acabar? Tem seguro? Estamos vendo diversos problemas nos estádios de Grêmio, Corinthians e Palmeiras. Não adianta querer ser aventureiro. Fazer estádio é lindo. O problema é quando se deve – finalizou o homem forte da oposição.
Depois da publicação dessa matéria, Manssur se sentiu ofendido por Marco Aurélio Cunha e enviou ao GloboEsporte.com uma carta rebatendo o opositor. Ele lança um desafio: convida o adversário para uma reunião em que se compromete a mostrar as assinaturas dos opositores que tiveram acesso aos contratos.
Segue abaixo a íntegra da nota enviada pelo assessor de Juvenal Juvêncio.
"Muito triste a reação agressiva do Marco Aurélio Cunha na matéria publicada. Triste. Está mostrando um lado raivoso e truculento que nem mesmo as pessoas mais próximas conheciam. Porém, é compreensível. Ele claramente se sente responsável por ter idealizado esse boicote que definitivamente comprometeu as chances do grupo na eleição do SPFC. Mas eu o entendo e o perdoo. Espero que, quando esse momento passar, possamos ter nosso querido MAC de volta.
Quanto a eu estar mentindo, é simples de resolver. É possível que ele tenha dúvida se os contratos foram vistos, já que ele não faz parte da comissão que analisa o material desde o dia 13 de janeiro. Certamente, seria constrangedor para ele que seus companheiros viessem a público negar sua versão. Então, proponho o seguinte: vamos fazer uma reunião para que ele veja todos os contratos, mas com a presença dos jornalistas, para que não fique nenhuma dúvida se ele viu ou não os contratos. Vamos ver se realmente estou mentido. Ele aceita o desafio? Se sim, fico à disposição para o dia e hora que ele determinar. Ainda posso mostrar a lista de presença com o nome de todos os membros da oposição que viram o contrato.
José Francisco Manssur"
Manssur desafia Marco Aurélio Cunha
Homem de confiança de Juvenal Juvêncio diz que os oposicionistas estão querendo polemizar por conta da eleição. Já um dos líderes da oposição mostra preocupação
Fonte Globo Esporte
22 de Fevereiro de 2014
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