Ganso, do São Paulo (Foto: David Abramvezt)
Parceiros na contratação de Paulo Henrique Ganso em 2012, São Paulo e DIS definitivamente entraram em rota de colisão. A empresa não gostou nem um pouco da postura do Tricolor, que alegou em reunião ocorrida na última quinta-feira que o atleta não completou 70% dos jogos que a equipe fez - se isso ocorresse, o clube do Morumbi seria obrigado a comprar mais 10% dos direitos do meia, estimados em R$ 5 milhões.
– O São Paulo faltou com a ética e com a moral do próprio contrato. Esperava que eles tivessem outra atitude. Eles partem da premissa que a contagem de jogos começou logo que ele foi contratado, quando todos sabiam que ele estava machucado e ficaria longo tempo em recuperação. O certo seria contar a partir do momento em que ele estreou. Além do mais, ele não atuou em algumas partidas por suspensão e não por lesão – afirmou o advogado da empresa, Roberto Moreno, em conversa com a reportagem do GloboEsporte.com.
– Realmente estou muito chateado. Fui para a reunião esperando uma proposta e, quando cheguei lá, fui negativamente surpreendido – emendou.
O advogado disse que uma nova reunião entre as partes foi marcada e que a DIS agora fará um novo levantamento para se certificar que os dados do São Paulo estão corretos.
– Vamos procurar a Federação e a CBF e analisar tudo. Durante a reunião, liguei para o Paulo Henrique e ele mesmo me disse que havia disputado 70% dos jogos. Essa cláusula só foi colocada no contrato porque o Laor (Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidente do Santos) havia afirmado no dia da venda que o Ganso tinha uma doença incurável. E todos viram que, a partir do momento em que ele se recuperou, não parou mais de jogar – ressaltou o advogado.
Roberto Moreno deixou nas entrelinhas a possibilidade de o caso ser discutido judicialmente.
– Eu não quero me antecipar. Qualquer coisa que eu fale aqui pode ser prejudicial. Não vamos colocar os carros na frente dos bois. A postura do Gustavo na reunião mostra que ele não concorda com o que o clube decidiu. Ele estava acuado. Vamos voltar a discutir o assunto nos próximos dias – finalizou o advogado.
Entenda o caso
No contrato, há uma cláusula que obrigava o Tricolor a comprar da DIS 10% dos direitos do jogador caso ele atuasse em 70% dos jogos da equipe até o fim do ano passado.
Para a DIS, Ganso cumpriu a meta. Nas contas do São Paulo, não. A diferença é que a empresa começa a contar a partir de janeiro de 2013, quando ele começou a ter sequência de jogos. Já o clube considera a data em que o jogador foi inscrito, dia 23 de setembro de 2012. O fato é que o meia passou por um longo período de reabilitação física após a saída do Santos e só pôde estrear em novembro pelo Tricolor.
Entre setembro de 2012 e o fim de 2013, o São Paulo disputou 99 jogos. O meia participou de 68, o que dá 68,6% do total de partidas da equipe.
Advogado da DIS critica postura do São Paulo: 'Faltaram com a moral'
Roberto Moreno diz que clube errou na contagem dos jogos de Ganso e que vai levantar novos dados para tentar resolver a questão em reunião com o Tricolor
Fonte Globo Esporte
14 de Fevereiro de 2014
Avalie esta notícia:
5
20
VEJA TAMBÉM
- URGENTE: Proposta de naming rights avança e São Paulo pode ganhar bolada ASTRONÔMICA!- Apuramos tudo sobre Marcos Antônio e Luiz Araújo em supostsa troca entre São Paulo e Flamengo
- AQUI NÃO! Comissão de ética é restaurada após atitude polêmica de Olten Ayres
- CRAQUE NO RIVAL?! Possível traição: Neto crava acerto de craque do meio de campo com o Flamengo
- VÍDEO: Clima pesado! Luciano faz forte desabafo e ainda provoca rival perto da zona