Cartolas de Corinthians e São Paulo consideram a negociação envolvendo Pato e Jadson um marco no relacionamento dos rivais. Alegam que a transação selou de vez a troca do clima bélico em que os clubes viviam por uma relação de amizade. E que a transação tornou pública essa lua de mel .
A explicação no Morumbi e no Parque São Jorge é que sem Andrés Sanchez por perto as brigas acabaram. Atualmente, o ex-presidente está distante de seu sucessor, Mário Gobbi, apesar de ainda ser o responsável pela futura arena corintiana.
Andrés e Juvenal Juvêncio criaram um muro entre os dois clubes quando o são-paulino reduziu pela primeira vez a cota de ingressos para os visitantes num jogo contra o Corinthians no Morumbi. Andrés, então presidente alvinegro, vetou partidas de sua equipe como mandante na casa do adversário. A partir de então, os clubes sempre estiveram em lados opostos. A briga culminou com a abertura da Copa, antes programada para o Morumbi, transferida para o futuro estádio corintiano.
“Tínhamos uma relação muito boa com o Corinthians na época em que o Alberto Dualib era o presidente. Éramos parceiros no Clube dos 13. Depois, houve um hiato com o Sanchez e o Luiz Paulo Rosenberg [vice-presidente corintiano]. Agora, desde que o Gobbi começou, temos uma relação boa. Essa troca que fizemos estreitou mais os laços”, disse ao blog João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo.
Dirigentes usam como exemplo da nova relação o fato de Jadson e Pato terem sido liberados para treinarem por seus futuros times antes mesmo de a negociação ser oficializada.
Só nesta sexta o Corinthians deve formalizar as garantias pedidas por Pato de que vai receber direitos de imagem atrasados e a metade de seus salários paga pelo Corinthians nos próximos 22 meses. Os são-paulinos não pressionaram a diretoria alvinegra por causa do atraso.
Apesar de manterem boa relação pessoal, Juvenal e Gobbi não se encontraram para discutir a negociação. Mas até a ausência dos presidentes virou motivo para demonstração de harmonia. Gustavo Vieira, cartola remunerado do São Paulo, encarregado das negociações pelo lado tricolor e filho de Sócrates, ídolo corintiano, recebeu mais elogios da direção alvinegra do que qualquer jogador do elenco de Mano Menezes.
A calmaria vivida entre os rivais também é vista nos clubes como um exemplo a ser seguido pelos torcedores. “Acredito que demos um passo positivo e importante para a construção de um futebol melhor”, afirmou Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do Corinthians.
Sem Andrés e com troca, SPFC e Corinthians vivem lua de mel
Fonte Blog do Perrone/UOL
14 de Fevereiro de 2014
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