Chineses ainda não conhecem voadora, mas já chamam Aloísio de Boi

Ex-atacante do São Paulo, Boi Bandido está começando trajetória no futebol chinês. Companheiros de clube descobriram apelido, que já virou mania no Shandong

Fonte Lancenet
Aloísio está em pré-temporada pelo Shandong Luneng (Foto: Divulgação)
Os chineses ainda não conheceram as voadoras de Aloísio, mas já sabem que o atacante que deixou o São Paulo no início deste ano é apelidado de Boi Bandido. Entre os companheiros do Shandong Luneng (CHN), o jogador é chamado de Boi, mas na pronúncia em chinês, que é uma das únicas palavras que ele conseguiu aprender em pouco tempo no Ocidente.
– Eles estão me chamando de Boi. Eles já sabiam o apelido e agora já consigo falar pelo menos o apelido em chinês. Agora me chamam só de boi, não chamam de Aloísio. É mais fácil para eles. Então quando me chamam de (pronúncia algo semelhante a “nhemnhou”), eu já sei que é para mim (risos) – contou o ex-são-paulino.
Quando deixou o Brasil, Aloísio foi para a Itália, onde o Shandong fez parte da pré-temporada. Agora, a equipe está na cidade de Guangzhou. Ou seja, o Boi Bandido ainda não conheceu Jinan, a cidade sede do time e onde ele morará enquanto defender o clube.
Ele já colheu informações com o companheiro de ataque Vagner Love e soube que há poucos atrativos na cidade. Apesar disso, vai procurar uma casa ou apartamento para não ficar nas dependências do clube.
Em bate-papo com o LANCE!Net, o Boi Bandido conta sobre sua saída do Tricolor, a vontade de voltar um dia, a adaptação à China e a formação do trio de ataque do Shandong com Montillo e Love. A equipe é comandada por Cuca e tem uma legião de brasileiros na comissão técnica.
Como estão os primeiros dias aí na China? Como é o país?
É tudo bem diferente. Os jogadores me acolheram superbem aqui. O Vagner (Love) é o único brasileiro que tem e os chineses também são gente boa, estou me acostumando. Óbvio que vou passar 20 anos aqui e não vou aprender essa língua, porque é muito difícil. Comida também é um pouco diferente, mas já estou me adaptando.
E, pelo que você já viu, os chineses sabem jogar bola ou você já virou o craque do Shandong?
Eu sou ruim, né? (risos). Os chineses jogam mais do que eu. Têm uns chineses bons, acho que seis são da seleção de base e quatro ou cinco da seleção principal. Nosso time é bom aqui na China e o Cuca, aos poucos, está tentando passar para eles e eles estão melhorando cada vez mais, taticamente e tecnicamente.
Nos amistosos já está dando para entrosar com Love e Montillo?
Foram só jogos-treinos, a gente fez alguns lá na Itália, agora fizemos alguns aqui na China contra times chineses e coreanos. Aos poucos a gente vai melhorando. O primeiro não foi aquelas coisas, o de domingo foi o primeiro que jogamos nós três. A gente se conhece, pelo menos dá para falar a língua. Aos poucos, com os chineses, a gente vai aprendendo com eles e eles aprendendo conosco. Montillo é fera e o Vagner sabe fazer gols, então estamos nos entrosando. Nesse último dei uma assistência para o Vagner.
Tem mantido contato com os jogadores aqui do São Paulo?
Tenho falado mais com o Maicon. Mandei mensagem para o Toloi, mas ele foi embora, né? Vi umas fotos dele na Itália. Falo sempre com o Maicon. Ele quase foi embora também, mas não quis ir.
Você deixou o São Paulo para jogar na China e sabe que vai aparecer menos. Como foi a negociação?
As conversas aconteceram durante as férais e aceitei a proposta, já que o São Paulo optou por me vender. Acabei obrigado a aceitar a proposta. A proposta é muito boa, esses quatro anos podem mudar minha vida financeiramente, optei por aceitar, mas queria naquele momento ter continuado no São Paulo. Mas acho que pra minha vida, pra minha familia, pra todos que dependem de mim, isso foi uma escolha certa.
Já está sentindo saudades do Brasil?
Eu saí com 12 anos de casa, então sou tranquilo. Claro que dá saudade, mas sou tranquilo. São Paulo me deixou saudade, acompanho daqui, óbvio que não consigo ao vivo, mas procuro estar acompanhando quando acordo. Eu fico na torcida, que é a única coisa que posso fazer nesse momento.
Qual o recado que você deixa para a torcida do São Paulo, que você mal teve tempo para se despedir antes de viajar?
Primeiramente, quero agradecer a todos pelo apoio, agradecer pelo que fizeram por mim. Os torcedores me apoiaram do início ao fim. Nunca me deixaram na mão. Sempre pediam meu nome quando estava no banco. Espero que um dia eu volte. É uma camisa que me deu bastante orgulho de vestir.
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