O São Paulo começou bem o jogo e foi caindo de produção.
Depois do intervalo, não conseguiu pressionar em nenhum momento.
No final, o resultado refletiu o que os times fizeram em campo.
O empate com gols dá a competente equipe da Universidad Católica uma pequena vantagem na luta pela classificação à próxima fase.
O confronto de volta acontecerá apenas em 23 de outubro.
Muricy terá quatro semanas para melhorar a situação do São Paulo no Brasileirão e fazer o time evoluir.
Ele afirmou que a queda de rendimento aconteceu por causa da condição física dos jogadores.
De qualquer maneira, mesmo quando não houve tal problema, houve oscilações técnicas na temporada.
A de ontem foi apenas mais uma.
Pressionou
O começo do São Paulo foi bom. Pressionou a saída de bola, impediu o adversário de fazer a transição da defesa ao ataque trocando passes, e conseguiu se impor.
Enquanto conseguiu fazer isso, mandou no jogo.
Atacou muito pela direita, aonde Douglas, de novo mal, jogou como volante na direita e teve liberdade de avançar. Paulo Miranda também apoiou daquele lado.
Ganso se aproximou deles para tabelar e teve ainda a opção de tocar a bola para Aloísio ou Luís Fabiano.
Muricy posicionou o ‘Boi-Bandido’ realmente como atacante perto de Luis Fabiano. Sempre havia alguém na direita para fazer o trabalho de pivô.
O esquema tático foi o 4-4-2 que de vez em quando variou para o 3-5-2. De qualquer forma, sempre houve dois atletas na frente.
A presença de Aloísio no ataque também fortaleceu a marcação na saída de bola adversária.
Lampejo
Aos 17 minutos, o São Paulo fez o gol.
Ganso deu bela assistência, Luis Fabiano se movimentou da forma necessária e finalizou bem tal qual não vem fazendo.
O centroavante, que tem sido o pior do time, conseguiu realizar essa jogada importante e não brilhou no restante do confronto.
Equilíbrio
Na metade do primeiro tempo, o São Paulo afrouxou a marcação na saída de bola. Também começou a errar passes simples no meio.
Não sei se isso aconteceu porque falta aos atletas condição física ou se foram circunstâncias normais de uma equipe que alterna bons e maus momentos durante os jogo.
Los Cruzados conseguiram tocar mais bola e levá-la ao meio de campo.
Os chilenos mostraram competência quando mantiveram a redonda. Posicionados no 4-2-3-1 com Meneses, Mirosevic e Rios na linha de três, e Castillo no ataque, nunca abriram mão de tentar o gol.
Foi possível entender porque fizeram 20 gols em 8 jogos no campeonato do Chile e 7 no mata-mata da fase anterior da Copa Sul-Americana diante do Emelec.
Pelos lados, conseguiram dificultar o trabalho do sistema defensivo são-paulinos.

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Empataram aos 40.
Álvarez aproveitou o espaço que Maicon e Reinado deixaram, chegou à linha de fundo e cruzou com sem ninguém tentando impedi-lo;
Mirosevic, livre, recebeu a bola na área, finalizou mal e a dita cuja sobrou para o centroavante Castillo, quase embaixo da trave, balançar a rede.
Bobeira do sistema defensivo são-paulino
Piorou
O São Paulo caiu muito de rendimento depois do intervalo.
Começou tentando repetir a pressão na saída de jogo e falhou.
Os chilenos perceberam que podiam sair do Morumbi com a vitória e adiantaram os sistema defensivo.
Perderam a chance de virar noutra falha do rival. Aos 5, Paulo Miranda pulou no intuito de interceptar o cruzamento, não conseguiu tocou na bola, ninguém marcava Castillo, e o centroavante perdeu um gol feito.
Vida mansa
Essa foi a única oportunidade clara de gol até o final do confronto.
Rogério Ceni e Toselli quase não trabalharam mais.
Os treinadores bem que tentaram dar vida aos sistemas ofensivos.
Muricy, aos 12, substituiu o improdutivo Douglas por Jadson; aos 30, trocou o cansado Aloísio por Osvaldo.
Os dois que começaram na reserva entraram jogando bem menos que podem. Foram mal.
Lasarte foi mais ousado.
Aos 15, tirou o volante Cordero e botou o atacante Sosa, que muitas vezes é titular ao lado de Castillo.
Aos 37, reforçou a jogada aérea na frente ao trocar Castillo de 1m77 por Jadue 1m88.
Nada mudou a cara da partida.
Antonio Carlos, no final, após Rogério Ceni cobrar a falta, perdeu, de cabeça, a única oportunidade interessante do São Paulo na etapa complementar.
O resultado explicou bem o que as equipes fizeram nos 95 minutos.
Duas polêmicas
Houve dois lances polêmicos.
Os chilenos pediram pênalti logo após empatarem. Se disputassem o campeonato brasileiro, os árbitros atenderiam a solicitação.
A bola bateu na mão de Toloi após o adversário que estava muito perto dele chutar em gol.
Aqui diriam que ele estava com os braços abertos. A regra não prevê isso. Ela diz que a intenção do defensor define a infração.
O zagueiro não colocar a mão na redonda. Ela bateu nele que naõ tinha como evitar o contato.
Ganso pediu pênalti noutro lance. Alguns sopradores brasileiros mostrariam a marca da cal.
O uruguaio, bem mais realista que os daqui, não viu as duas infrações.
Ficha do jogo
São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi e Antônio Carlos; Douglas (Jadson), Wellington (Fabrício), Maicon, Ganso e Reinaldo; Aloísio (Osvaldo) e Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho
Universidad Católica – Toselli; Álvarez, Martínez, Enzo Andía e Parot; T. Costa e Cordero (Sosa); Meneses (Sepúlveda), Mirosevic e Rios; Castillo (Jadue)
Técnico: Martín Lasarte
Árbitro – Dario Ubriaco (Uruguai)
Bandeirinhas – Carlos Pastorino e Carlos Changala (Uruguaios)
Renda – R$ 194.995,00
Público – 12.342 pagantes
Cartões amarelos – Andia, Parot, Alvarez, Rios, Castillo (UCA); Maicon, Douglas (SPA)
Observação
Algumas pessoas vão dizer que o São Paulo atuou no 3-5-2. Não foi isso. O próprio Muricy confirmou.
Paulo Miranda foi 0 lateral-direito e Reinaldo o esquerdo.
De vez em quando, Reinaldo se posicionou no meio como ala. Como Douglas, do outro lado, foi volante e pode atacar, quando Paulo Miranda, Toloi e Antonio Carlos ficaram atrás, em alguns momentos deu a impressão de que o time jogou no 3-5-2.
Mas, na prática, isso aconteceu algumas vezes.
O time jogou no 4-4-2 mesmo.

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