Nem mesmo Seedorf conseguiu colocar o Botafogo para a frente
O confronto contra o Botafogo era a oportunidade ideal para que o São Paulo provasse a determinação de embalar no Campeonato Brasileiro. Mas o empate por 0 a 0, no Maracanã, foi como um banho frio na empolgação da equipe paulista.
Com 15 pontos, o Tricolor segue na zona de rebaixamento. Já o Botafogo, com 30, permanece na quarta colocação.
E, se o resultado em si já não foi o melhor possível para o time do Morumbi, o aparente conformismo da equipe com o empate só serviu para aumentar as preocupações da torcida. Isso porque, a partir de amanhã, o São Paulo enfrentará uma maratona no calendário.
Com quatro jogos programados em oito dias, a equipe comandada pelo técnico Paulo Autuori terá apenas hoje para se recuperar e ganhar algum fôlego de olho nessa maratona.
Por causa dos jogos adiados durante a excursão por Europa e Ásia, o Tricolor enfrentará o Náutico, amanhã, na Arena Pernambuco, o Criciúma, na quinta-feira, no Morumbi, e o Coritiba, domingo, em casa.
Com o calendário tão cheio de compromissos importantes, um respiro na classificação teria sido providencial, mas o São Paulo perdeu a chance.
Em um jogo morno, as duas equipes começaram apostando nos contra-ataques. Mas, sem um homem de referência na área, o Tricolor não tinha objetividade. Na etapa final, o Botafogo tentou ser mais agressivo, enquanto o São Paulo buscou uma alternativa com a estreia de Welliton. Mesmo assim, apesar da vontade do atacante, o placar estava definido.
opinião: João Pontes, repórter do DIÁRIO
Rodada ruim para o São Paulo
Analisando as campanhas de São Paulo e Botafogo no Campeonato Brasileiro, o empate no Maracanã não pode ser considerado um resultado ruim para o Tricolor. No entanto, em função das vitórias de Portuguesa e Criciúma, a rodada não foi boa para o clube do Morumbi.
No segundo tempo, faltou empenho para buscar a vitória. Agora, mesmo vencendo o próximo jogo, contra o Náutico, o time de Paulo Autuori vai permanecer na zona de rebaixamento. Aliás, mesmo atuando na Arena Pernambuco, o São Paulo tem a obrigação de conquistar a vitória contra o lanterna. Após goleada sofrida contra o Atlético-PR, no último sábado, por 4 a 1, ficou claro que apenas um milagre pode salvar o Náutico.
ATUAÇÕES
SÃO PAULO
6,5 ROGÉRIO CENI
O Fogão não chegou a colocar muito medo, mas o capitão fez a parte dele quando necessário.
5,5 DOUGLAS
Atrasado em algumas jogadas na defesa. Subiu para tentar surpreender no ataque.
6,0 RODRIGO CAIO
É verdade que levou um chapéu, mas fez um bloqueio importante no primeiro tempo.
6,5 ANTÔNIO CARLOS
Demonstrou disposição, dificultando as tentativas de investida do ataque do time carioca.
6,5 REINALDO
Além do trabalho defensivo, propiciou algumas das poucas chances reais de gols no ataque.
6,5 WELLINGTON
Seguro na proteção do meio-campo, fez a diferença nos desarmes.
5,5 FABRÍCIO
Perdeu algumas bolas, mas apareceu com perigo em duas jogadas. Paulo Miranda não comprometeu. 5,0
5,0 JADSON
Muito discreto em campo, ainda levou cartão. Negueba pouco jogou
e nada mudou. 5,0
6,5 GANSO
A marcação foi cerrada sobre ele. Mesmo assim, achou alguns espaços.
5,5 LUCAS EVANGELISTA
Apesar da reconhecida velocidade, só apareceu no ataque no segundo tempo do jogo.
5,0 OSVALDO
Herdou o posto de centroavante, mas não convenceu. Welliton
fez a estreia pelo clube com vontade. 6,0
5,0 PAULO AUTUORI
Apesar da situação na tabela, o time se conformou com o empate.
BOTAFOGO
Desta vez, nem mesmo Seedorf conseguiu colocar o Botafogo para a frente. As tentativas de surpreender nos contra-ataques não surtiram efeito e, apesar de melhorar no segundo tempo, a equipe carioca decepcionou a torcida, no Maracanã. Se o São Paulo tivesse conseguido ser mais agressivo, o prejuízo teria sido muito mais grave.
Sem poupar a diretoria, Ceni critica a CBF por maratona
Quando decidiu encaixar uma excursão ao exterior durante
o Campeonato Brasileiro, o São Paulo sabia que poderia arrumar dor de cabeça para o futuro. Foi exatamente isso o que aconteceu e, com mais três jogos para disputar ainda esta semana, o capitão Rogério Ceni não poupou ninguém pelo calendário apertado.
“A CBF parece não ser uma entidade muito preocupada com os clubes, mas nós também temos a nossa parcela de culpa”, avaliou o goleiro. “A CBF não teve boa vontade, mas nós também viajamos e não podemos ficar reclamando de tudo. Foi uma loucura o que fizemos. Sendo
líder ou lanterna, não se pode fazer a loucura de exposição física de quatro jogos em uma semana. Foi erro dos dois lados”, completou o camisa 1.
Tricolor vai à maratona sob pressão
Fonte Diário de São Paulo
2 de Setembro de 2013
Avalie esta notícia:
8
11
VEJA TAMBÉM
- RETORNO NO CLÁSSICO! São Paulo tem volta importante e alivia drama de lesões antes do Majestoso- São Paulo terá uniforme de mandante no Itaquerão contra o Corinthians, entenda
- Corinthians x São Paulo: onde assistir, horário e escalações do clássico decisivo
- VOCÊ TROCARIA? São Paulo volta a sonhar com Marino Hinestroza após interesse do Vasco em Arboleda
- O QUE VOCÊ ACHA BYD surge como favorita para assumir naming rights do Morumbi