Contratado no início de 2012, Fabrício trazia na bagagem a esperança da diretoria de se tornar um dos líderes da equipe. No entanto, as coisas não aconteceram como o esperado. O atleta teve uma sequência de lesões musculares e, no segundo semestre do ano passado, sofreu uma ruptura do ligamento cruzado do joelho esquerdo, o que o deixou parado até janeiro deste ano. Em maio veio o afastamento e as divergências com, até então, técnico Ney Franco.
- É impossível você ficar reserva feliz como se estivesse jogando e é aí que entra o treinador para trabalhar esse psicológico para você se sentir importante. Eu acho que os poucos treinadores que conseguem fazer isso, tem um bom elenco - falou.
O volante teve desentendimentos com a antiga comissão técnica no primeiro semestre por não ser tão utilizado como queria durante as partidas, postura que foi considerada como uma possível influência negativa aos demais atletas. Questionado se o afastamento seria uma questão da diretoria e não do técnico, Fabrício rebateu.
- Eu acho que não se faz nada sozinho no clube, mas o que foi passado pra mim é que era opção do treinador - disse.
O afastamento de Fabrício e os outros sete, (Henrique Miranda, Luiz Eduardo, Cortez, João Filipe Wallyson e Cañete completam a lista) causou um racha na equipe são paulina, o que poderia ter motivado a queda de Ney Franco. Perguntado se o clima da equipe foi abalado pelo seu afastamento, Fabrício acredita que a postura do técnico resultou em desconfiança por parte do elenco.
- O problema não era comigo. Nós jogadores temos uma proximidade muito grande, apesar da competitividade, quando acontece algo assim (afastamento sem diálogo) um sente pelo outro e pensa: "ele pode fazer o mesmo comigo", e aí se dá o afastamento. O cara fica com o pé atrás. A gente perde uma competição e então afasta 8 jogadores que nem estavam jogando. É duro - recordou.

Fabrício retornou a campo com o técnico Autuori comandando o São Paulo (Foto: Rubens Chiri - Site oficial do São Paulo FC)