Bom dia Torcida da Fé!!!
Não há tempestade que perdure.
Após a tormenta vem a chuva, a garoa e o tempo se abre.
A previsão de tempo para domingo é de Sol com nuvens e não chove. Tarde perfeita para Morumbi lotado e a primeira vitória após tanto tempo neste campeonato. A semana foi positiva, com jogadores recuperados de contusão e outros sendo contratados. A oposição ganhou um terreno considerável para vencer as eleições em 2014. Houve tempo para treinar. Podemos aloprar os Beija-Flores, que se entregaram dentro e fora de campo. Domingo é dia de passar da fase do azar para a sorte.
O azar do perdedor existe quando há deficiências no time, com algumas peças que não funcionam como deveriam. Em tal situação o time chega a jogar bem, mas não está pronto, não é consistente e não é confiável. Os jogadores ficam nervosos e inseguros. Vem a ansiedade. É a situação típica de um time que pressiona, corre muito e marca. A bola não entra e não há vitória, porque não está trabalhado e formado. A desorganização se apresenta nos jogos. O azar está ao lado de quem é incompetente e erra mais.
Qual é o segredo para um time transformar o azar em sorte? A receita é tempo e aprimoramento, reconhecendo as deficiências mais graves. Devem-se reforçar os setores que todos reconhecem estar com graves questões. Um dos maiores problemas do São Paulo, por exemplo, tem sido o fato de a bola bater no ataque e retornar rapidamente, sem resultados que agridam o adversário. Não há sequência nas jogadas ofensivas e o time se vê obrigado a trocar passes no campo defensivo. A frente de tudo isto, cada jogo deve ser encarado como uma decisão de final. Será assim.
O São Paulo já apresentou boa evolução defensiva. Agora, temos que focar urgentemente a evolução ofensiva nos jogos. Neste ponto, Autuori pode ter notado a impossibilidade de Jadson e Ganso atuarem juntos, principalmente devido a má fase do primeiro. Com os dois em campo, não invadimos a grande área adversária, distanciando o meio do ataque. O time ganha volume de jogo, mas perde muito poder ofensivo. A entrada do Lucas Evangelista nos trará maior agressividade, sendo um meia atacante que compõe o meio de campo quando estivermos sem a bola. Luís Fabiano agradeceria.
Acredito muito no Lucas Evangelista. Ele será aquele jogador imprevisível, do tipo que funciona como válvula de segurança. Ao menos um jogador no time precisa exercer esta função para abrir a defesa adversária. Sei que ele é novo, mas não tem medo e não sentiu a pressão de jogar num time em crise. Tem entrado bem nos jogos e atuou com personalidade.
Outro fator positivo para o Lucas Evangelista entrar jogando no falso 4-2-3-1 é o fato do sistema defensivo do Fluminense ser um dos mais vazados do Brasileirão. Eles tomaram quase 1,5 gol por jogo no Campeonato Brasileiro. Isso precisa ser explorado.
P.S. Rodrigo Caio tem sido o nosso carregador de piano. Já atuou de lateral, volante e zagueiro. Raramente tem jogado mal. Mesmo sendo novo, a camisa não tem pesado em um momento tão conturbado. É um dos valores consistentes da equipe.
Quem sente no coração a derrota e a humilhação é verdadeiramente torcedor. As derrotas ensinam mais que as vitórias. Aquele que assimila o aprendizado do pior momento cresce e sobe mais forte do que o mais alto. Toda esta crise tem apresentado um lado bom no amadurecimento do torcedor são-paulino. Também, é uma experiência para o clube registrar tudo o que não se pode fazer, nunca mais.

Peixoto.