De Vitor Birner
Escrevi o texto que você vai ler faz uma semana. Mais precisamente, dois dias antes Flamengo 0×0 São Paulo.
Foi publicado sábado, no dia em que assino uma coluna no L!
Coloquei no papel o que vinha dizendo faz tempo.
Coincidentemente, Autuori, nessa semana, treinou o time da formam na minha maneira de ver, mais adequada.
Pouco futebol e muitas convicções
O São Paulo piorou muito depois da saída de Ney Franco.
O desafeto de Rogério Ceni e Fabrício comandou a equipe em cinco partidas no campeonato brasileiro, sendo três fora de casa (Ponte Preta, Atlético MG e Grêmio), e foi demitido após somar oito pontos.
Milton Cruz, um dos pivôs da queda do treinador, assumiu provisoriamente o cargo, mudou o esquema tático, e perdeu no Morumbi de Santos e Bahia.
Paulo Autuori, que escuta os conselhos do coordenador técnico e posiciona os atletas de maneira parecida com a dele, foi derrotado quatro vezes e empatou duas.
Quando os jogadores derrubam o técnico, em seguida costumam reagir e, ao menos por breve período, vencer as partidas.
Os são-paulinos fizeram o contrário.
Os resultados e a qualidade do futebol falam por si.
Mesmo cheio de altos e baixos, o time sob a direção de Ney Franco viveu bons momentos.
As melhores apresentações aconteceram contra o Galo, na Libertadores. .
No mata-mata, o Tricolor dava um baile até Lúcio ser expulso. O próprio Cuca confirmou a grande importância do erro individual para a classificação.
Por que a atual comissão técnica não refaz o 4-2-3-1 igual ao daqueles confrontos?
O elenco está acostumado e Autuori ainda tem a vantagem de contar com laterais que marcam um pouco melhor.
Humildade e auto-crítica, em certos momentos da vida, são mais úteis que convicções.
Podem, neste caso, até ser a diferença entre a vergonha do rebaixamento e o cumprimento da mísera obrigação de permanecer na primeira divisão.
O São Paulo ainda entrará em campo 25 vezes no Brasileirão.
Se conseguir o mesmo percentual de pontos dos tempos de Ney Franco, terminará o torneio com 50 e não cairá.
Desde a implementação do atual sistema de disputa e de quando restaram vinte agremiações na elite nacional da bola, o Coritiba, em 2009, foi quem conseguiu a maior pontuação e lamentou o descenso.
Fez 45 naquela temporada.
Complemento
Acho viável organizar a equipe noutro esquema tático.
Mas o 4-2-3-1, se bem preparado, facilita a marcação mais à frente, tende a aumentar o tempo de posse de bola ofensiva e o número de jogadores que chegam perto da área do adversário para finalizar em gol.
Certeza de vitória, não existe.
Nenhuma fórmula futebolística é infalível.
De qualquer forma, o posicionamento aumenta a chance de o time encerrar o jejum de vitórias no brasileirão.
Se tivesse jogado assim desde a saída do Ney Franco, certamente teria somado mais pontos e não estaria na zona do rebaixamento.
Vamos ver qual será a escalação da equipe.
Sou contra a saída de Jadson.
É possível vencer sem ele, mas o melhor time que Autuori pode armar tem o meia entre os titulares.
Autuori acerta ao repetir o esquema tático usado por Ney Franco no São Paulo. Deveria ter feito isso desde o primeiro jogo
Fonte UOL/Blog do Birner
23 de Agosto de 2013
Avalie esta notícia:
48
21
VEJA TAMBÉM
- RETORNO NO CLÁSSICO! São Paulo tem volta importante e alivia drama de lesões antes do Majestoso- São Paulo terá uniforme de mandante no Itaquerão contra o Corinthians, entenda
- Corinthians x São Paulo: onde assistir, horário e escalações do clássico decisivo
- VOCÊ TROCARIA? São Paulo volta a sonhar com Marino Hinestroza após interesse do Vasco em Arboleda
- O QUE VOCÊ ACHA BYD surge como favorita para assumir naming rights do Morumbi