Era previsível que tomasse tal decisão.
Os partidários de Juvenal Juvêncio há meses afirmavam que MAC não tinha força dentro do clube para ser presidente e comentavam sobre a possibilidade de o diretor jurídico sair candidato.
O próprio MAC, tempos atrás, me confidenciou que cogitava a possibilidade de deixar para depois o sonho de ser presidente do São Paulo para lançar Abdalla agora.
O diretor jurídico de Juvenal Juvêncio nos últimos anos (era até segunda-feira e ficou quase oito no cargo), que foi um dos maiores defensores do polêmico e errado terceiro mandato do atual presidente, tem, no conselho são-paulino, rejeição muito inferior a do vereador.
MAC dificilmente conseguiria as 55 assinaturas entre os 240 conselheiros.
A chance de Kalil Rocha Abdalla obtê-las é muito grande.
Se eleito, Abdalla provavelmente colocará Marco Aurélio Cunha no cargo de vice-presidente de futebol, o majoritário do departamento.
Ou, talvez, no de diretor de futebol, que esta um degrau abaixo do vice na hierarquia.
Não existe, no mundo da política, apoio totalmente gratuito e desprovido de contrapartida.
Marco Aurélio, se confirmado numa dessas funções, poderá ganhar força durante sua gestão e se lançar com muito mais força, no futuro, ao cargo de primeiro mandatário do São Paulo.
Hoje, o provável candidato da situação será Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mas Roberto Natel pode ser o escolhido de Juvenal.

Existe também a terceira possibilidade.
De primeira
Se o São Paulo for rebaixado, talvez Juvenal Juvêncio não queira lançar candidato algum da situação.
Pode conversar com Kalil Rocha Abdala e apoiá-lo.
Seria o chamado candidato único, de consenso.
Mas Juvenal, se tomar esse rumo, vai impor uma condição em troca do apoio que garante para Kalil Rocha Abdalla o lugar na galeria de presidentes do São Paulo.
O ex-diretor jurídico terá que deixar Marco Aurélio Cunha fora da diretoria. .
Juvenal exigirá que o ex-genro (MAC foi casado com a filha de Juvenal e é pai do neto do presidente) fique sem cargo algum no clube.
Tal possibilidade, caso o time vá para a segunda divisão, deve ser levada bem a sério pelos que pretendem entender o processo de sucessão.
Existe ainda outra, por enquanto, remota.
Não está completamente descartada a chance de Juvenal Juvêncio apoiar Kalil Rocha Abdalla, mesmo se o São Paulo não for rebaixado, caso ele se disponha a não dar função alguma ao MAC.
Os meses até o pleito, em abril de 2014, devem ser quentes na disputa política do Morumbi.