Finta política em Juvenal teve origem no dia da primeira derrota

Fonte Gazeta Esportiva
Kalil (esq) sempre foi próximo de Marco Aurélio Cunha, que será vice-presidente em sua chapa
A primeira demonstração de que a diretoria do São Paulo tinha descontentes foi dada em 5 de junho, quando o presidente Juvenal Juvêncio e o então diretor jurídico Kalil Abdalla - que renunciou ao cargo nesta terça-feira para lançar sua própria candidatura às eleições de 2014 - tiveram discussão acalorada momentos antes da partida contra o Goiás, no Morumbi.
Horas depois, o time entrou em campo e perdeu por 1 a 0 (gol do ex-são-paulino Rodrigo, de cabeça), naquele que foi o primeiro revés no Campeonato Brasileiro. Ainda ao longo dos 90 minutos, Juvenal foi alvo de protestos da torcida, que também passou a gritar o nome de Muricy Ramalho. De lá para cá, a crise somente aumentou: foram mais seis partidas sem vitória (cinco derrotas e um empate) como mandante, sendo uma delas pela Recopa Sul-americana, contra o Corinthians, maior rival.
Juvenal e Kalil bateram boca naquele dia porque o mandatário não gostou de saber que o dirigente havia procurado Marco Aurélio Cunha, seu rival político, para prestar assistência a um ex-jogador do clube, o qual acabou falecendo pouco depois. Foi um bate-boca áspero, com tom de voz elevado, capaz de expôr a imininente fissura política.
Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Kalil sempre foi próximo de Cunha. Foi quem, a propósito, o levou a ser irmão remido da instituição hospitalar. Descontente com a gestão “mão de ferro” de Juvenal, teve ali o empurrão e a certeza de que, cedo ou mais tarde, deixaria a diretoria. Antes de tomar tal decisão, porém, consultou familiares e conselheiros da situação e da oposição.
Nesse meio tempo, dois membros da diretoria se desligaram. Ricardo Haddad renunciou à vice-presidência administrativa, enquanto Dorival Decoussau deixou a diretoria de comunicação. O primeiro cargo segue vago, e o segundo já tem substituto: Bruno Caetano.
Mas a "trama", como os próprios oposiocinistas agora falam, já estava desenhada havia muito tempo. Marco Aurélio Cunha combinou que tomaria a frente para antecipar o debate sobre a necessidade de renovação e atrairia apoiadores - e também inimigos -, à espera da renúncia de alguém de maior consenso entre os conselheiros. Em troca, exigia nada menos do que o controle (a vice-presidência) do futebol na chapa daquele que fosse escolhido, o qual veio a ser Kalil.
Assim será. A finta política em Juvenal, que começou por briga causada por ele próprio e coincidentemente ou não teve origem no dia da primeira derrota, conclui-se a oito meses do pleito. Tempo de sobra para consolidar uma candidatura que já se especulava. Para a situação, o tempo é mais curto. Se tiver interesse em lançar outro nome, precisa urgentemente tirar o time da crise e evitar o rebaixamento à segunda divisão nos três meses finais da temporada.
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