São Paulo evolui, Corinthians continua com seus problemas ofensivos e clássico termina empatado

Fonte UOL/Birner

O Corinthians, dono do melhor desempenho defensivo e do segundo pior ofensivo, antes da rodada, no Brasileirão, precisava resolver seus problemas com a posse de bola sem perder força de marcação.
O São Paulo, que caiu muito de produção após a saída de Ney Franco, praticamente necessitava reinventar sua forma de jogar, pois Autuori, mesmo sem tempo para treinar, mexeu muito na forma da equipe jogar.
Apenas o time do técnico recém contratado mostrou alguma evolução. O São Paulo foi bem na parte defensiva.
O resultado de 0×0 explica o que as equipes fizeram e não fizeram no Pacaembu.
Bem, nenhuma dos times jogou.
A única chance clara de gol foi de Pato, mas ele, tal acontece na maiora das vezes desde a chegada ao Alvinegro, falhou.
Diferentes
Tite repetiu o tradicional e vitorioso 4-2-3-1. Romarinho, Danilo e Emerson formaram o trio criativo. Guerrero foi o centroavante.
Paulo Autuori posicionou o São Paulo no 4-4-2.
O meio de campo teve Rodrigo Caio, Wellington e Fabrício, o que reforçou a proteção dos laterais Douglas e Reinaldo, e poderia ter facilitado o trabalho de Jadson se a equipe tivesse a posse de bola na região central do campo.
As propostas defensivas dos treinadores foram bem diferentes.
O Corinthians começou jogando adiantado. Pressionou a saída de bola.
O São Paulo deixou o adversário trocar passes até o meio de campo e só começou a marcar na linha que divide o gramado.
Ficou claro que o Alvinegro pretendia atacar e ser agressiva, enquanto o Tricolor, cauteloso, apostou nos contragolpes.
Eficientes
No primeiro tempo, os sistemas defensivos cumpriram suas missões.
Rogério Ceni trabalhou muito pouco e Cassio teve o privilégio de apenas ver a partida.
O Alvinegro precisava de um lance individual ou alguma tabela para superar o bloqueio do São Paulo, que foi bem executado.
A ausência de Paulinho, negociado com o Tottenham, pesou na parte técnica, mas não na tática.
Guilherme foi ao ataque menos que o ex-jogador do Alvinegro, mas Edenilson, na lateral-direita, costuma apoiar muito mais que Alessandro.
A presença de um compensou, sem a mesma qualidade, a saída do outro.
Era óbvio que o Corinthians, por isso, forçaria os lances ofensivos pela direita, tal qual aconteceu.
Desconfio que Autuori tinha noção disso e mesmo assim, por falta de opções, escalou Reinaldo na lateral-esquerda.
Outra razão previsível, óbvia, para o Alvinegro usar muito mais o lado direito era a condição física de Fabio Santos, que está abaixo da ideal.
Enquanto teve força para marcar a saída de jogo do São Paulo, o Corinthians foi superior, pois impediu os rivais de fazerem a transição de bola, pelo chão, da defesa ao ataque.
Quando recuou, lá pelos 20 minutos, resolveu a maior dificuldade são-paulina e o jogo ficou equilibrado.
Muito preocupado com a parte defensiva, o São Paulo foi ao ataque com poucos jogadores.
Como não tinha um centroavante alto para receber lançamentos longos, por cima, precisava trabalhar bastante com a bola no chão.
Era impossível conseguir isso com o campo de ataque despovoado.
Osvaldo trocou de lado diversas vezes, mas isso não causou impacto algum.
Nos três chances de contra-atacar, o erro de passe atrapalhou a criação do lance de gol.
O resultado oxo explicou de maneira perfeita a primeira parte do confronto.
O jogo foi, tal qual se fala no ‘dialeto’ do futebol, morno e com pequena superioridade alvinegra.
São Paulo melhora
Pensei que o Corinthians começaria o segundo tempo pressionado o São Paulo na área do gol defendido por Rogério Ceni, pois quando fez isso viveu seu melhor momento.

Errei,
Foi o São Paulo que adiantou um pouco o sistema defensivo.
Além disso, o time de Autuori foi ao ataque com mais atletas, o que aumentou as opções de passe e de construção dos lances de gols.
Aos 10 minutos, Cassio trabalhou pela primeira vez após o arremate de Ademilson.
Para melhorar na frente
Guerrero tinha cartão amarelo, estava irritado, e mal no jogo.
Havia subido com os braços abertos e dado uma cotovelada, não sei de propósito ou involuntariamente, no rosto de Wellington
Já vi muitos árbitros expulsarem atletas que fizeram o mesmo, mas na minha forma de ver o futebol o árbitro acertou na cor do cartão.
No minuto seguinte, Emerson, apagado, deu lugar ao Renato Augusto.
O treinador queria dar a vida ao inoperante sistema ofensivo, calcanhar de Aquiles, por enquanto, da equipe, no brasileirão, aumentando a movimentação na frente e a qualidade individual.
Como técnicos só podem cuidar da preparação e posicionamento dos times, não chutam a bola, é possível dizer que Tite fez a parte dele a contento.
Por necessidade
Fabrício era um dos melhores em campo.
Saiu aos 23 minutos por cansaço. Maicon entrou com o objetivo, antes de qualquer coisa, de manter a pegada da equipe no meio de campo.
Última tentativa
A última cartada de Tite para fazer o sistema ofensivo melhorar foi a substituição de Douglas por Danilo.
O Corinthians havia melhorado, aumentado a quantidade de vezes que atacava, entretanto dependia de lançamentos longos, por cima, para o Pato que joga numa moleza…
Na mesma
A mudança não resolveu os problemas do sistema ofensivo.
O Corinthians, nos últimos minutos, pareceu mais inconformado que o São Paulo com o empate.
O confronto terminou com os são-paulinos pedindo pênalti de Cassio em Douglas.
Eu não sopraria se estivesse no lugar do árbitro, que fez bom trabalho no justo empate sem gols.
Ficha técnica
Corinthians – Cássio: Edenilson, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Guilherme; Romarinho, Danilo (Douglas) e Emerson Sheik (Renato Augusto); Guerrero (Alexandre Pato).
Técnico: Tite.
São Paulo – Rogério Ceni: Douglas, Rafael Toloi, Paulo Miranda e Reinaldo; Rodrigo Caio, Fabrício (Maicon), Wellington e Jadson; Osvaldo e Ademilson (Roni).
Técnico: Paulo Autuori.

fotos : Fernando Borges / Terra
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