Juvenal faz pouco caso de críticas e desdenha de risco em eleição

Fonte Gazeta Esportiva
Presidente mostra otimismo em fazer sucessor; provável candidato da situação é o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
Desde 2006 na presidência do São Paulo, Juvenal Juvêncio tem neste momento provavelmente o menor índice de popularidade junto à torcida. A menos de um ano da eleição, mesmo em meio a protestos da torcida, ele não se mostra preocupado com o risco cada vez maior de não fazer um sucessor situacionista.
"Falavam muito no Lapolla, não vejo mais falar. Ele teve sete votos, os outros foram meus. É um pouquinho diferente desta", disse, na quinta-feira, ironizando Edson Lapolla (rival político derrotado por ele no pleito mais recente, dois anos atrás) e, sem citar outros nomes, também o sabido fortalecimento da atual oposição.
Conselheiros têm se unido em torno de Marco Aurélio Cunha, ex-superintendente do clube e provável candidato à eleição de abril. Alguns, inclusive, abandonaram o grupo político de Juvenal, que é liderado pelo vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco – muito provavelmente o nome da situação.
Os dissidentes questionam o estilo centralizador do atual presidente, alegam a necessidade de oxigenação na política do clube e criticam os resultados do futebol nos últimos anos. Exceção feita à conquista da Sul-americana, o último título havia sido o Campeonato Brasileiro de 2008.
"A Sul-americana foi importante. As pessoas minimizam para embasar críticas passadas", rebate. Quando perguntado sobre a culpa da diretoria pela crise, Juvenal a transfere aos treinadores, fala do cumprimento a rigor dos deveres e da estrutura oferecida ao elenco. "Por que seria um problema administrativo? O time está mal, mas por que a diretoria estaria mal? Qual é o mal que praticamos?".
"Já faz parte do nosso cotidiano: os atletas ganham, os cartolas perdem. Isso é uma dinâmica existente desde a Princesa Isabel. Mas respeito a torcida, porque dependemos da mídia e dela. Sem essas duas coisas fundamentais, estaríamos mortos", concluiu o principal alvo de protestos nas arquibancadas e em redes sociais.
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