Atacante concedeu entrevista nesta segunda, duas semanas depois de reunião com Juvenal Juvêncio
Luis Fabiano acertou há duas semanas, em uma reunião com o presidente Juvenal Juvêncio - sem uísque, segundo ele -, sua permanência no São Paulo. Mesmo cansado de ser apontado por parcela da torcida como vilão dos fracassos recentes, o atacante decidiu cumprir os 20 meses finais de contrato para apagar esse rótulo e ser protagonista em uma conquista pelo clube.
A primeira oportunidade de dar a volta por cima já se apresenta. Às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, a equipe faz no Morumbi a primeira final da Recopa Sul-americana, contra o Corinthians. No último clássico, pela semifinal do Campeonato Paulista, o camisa 9 tricolor perdeu uma das cobranças da disputa de pênaltis - Paulo Henrique Ganso também errou -, ajudou a classificar o rival para a decisão e voltou a ser alvo de críticas.
"Ignoro esse tipo de crítica. Os números estão aí para quem quiser ver. Querem colocar em mim essa marca (de que não sou decisivo). É só ver as finais que joguei pelo Sevilla, com a Seleção Brasileira mesmo. Não é possível que eu tenha feito 178 gols só contra times pequenos, em jogos fáceis. Uma hora, isso vai acabar. Quando levantar uma taça, vou ser bom de novo, vou ser o cara", disse, nesta segunda-feira.
Foram 173 gols, mas, de fato, não apenas contra equipes de menor expressão. Contra o próprio Corinthians, Luis Fabiano balançou a rede seis vezes em oito partidas. O passado mais recente, porém, ainda é o do pênalti desperdiçado e da desclassificação na competição estadual, em pleno Morumbi.
"A gente não vive de passado, vive de presente. O que passou, passou", minimiza. "Pênalti é loteria, infelizmente aconteceu. É outro momento agora. Temo que pensar na Recopa, depois no Brasileiro e na Sul-americana. No ano passado, todos nossos rivais ganharam títulos, a gente estava pressionado e vencemos a Sul-americana em dezembro. Temos que pensar na chance de conquistar e esquecer o passado".
"Se eu não aceitasse críticas, já teria abandonado o futebol. Sou culpado quando estou machucado, sou culpado quando não estou em campo e o time perde. Fiquei (no clube) e sei o que vai acontecer se der algo errado, mas meu pensamento é positivo. Espero que a gente possa ser campeão. Senão, a vida continua. Estou mais do que acostumado", concluiu.
Vilão no Paulista, Luis Fabiano espera ser "o cara" na Recopa
Fonte Gazeta Esportiva
1 de Julho de 2013
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