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São Paulo estuda a possibilidade de estender a bilheteria popular

O São Paulo é o clube da elite, e o Corinthians, o time do povo.

O histórico dogma de divisão de classes no futebol paulista já não corresponde mais à realidade.

Enquanto o marketing corintiano lança uma linha de geladeiras que custa mais de R$ 8 mil reais, a equipe do Morumbi diminui o valor cobrado pelos ingressos.

Ontem, o São Paulo apresentou uma parceria com o site de compra coletiva "ClickOn" que irá permitir que o torcedor acompanhe partidas do Campeonato Paulista por menos de R$ 10.

O cartão com entradas para os dez jogos que o time fará em casa no Estadual custa R$ 99,99 na página de internet. Sem a promoção, o pacote de ingressos sairia por R$ 300.

"Apesar de termos um estádio para 70 mil pessoas, sabemos que, em um ano, somente temos lotação esgotada em sete, oito jogos. Essa iniciativa busca gerar receita e aumentar o público", afirmou o diretor de marketing do clube, Adalberto Baptista.

O São Paulo já estuda a possibilidade de estender a parceria para as outras competições da temporada. Porém, independentemente da promoção, o time tem popularizado seus ingressos.

Em 2009, o clube do Morumbi foi o terceiro que mais faturou com bilheteria no Brasileiro. Arrecadou R$ 12.471.010,50 em 19 partidas que fez como mandante.

Neste ano, o valor recebido diminuiu pela metade (R$ 6.016.032,23). A culpa, em parte, é da má campanha do time, que afastou o público --a média de 26.305 pagantes por jogo caiu para 14.704. Mas houve também queda do preço das entradas.

No ano passado, o preço médio do ingresso era de R$ 24,95, contra R$ 21,50 desta temporada. O valor é bem mais baixo do que o dos seus arquirrivais, Corinthians (R$ 32,70) e Palmeiras (R$ 30,20).

"Nossa torcida é a que mais cresce no Brasil e tem se massificado. Precisamos de mais entrada nas classes C e D. Mas não estamos focando apenas nesse público. Temos que pensar em todos os segmentos, atingir todos os targets", disse o vice-presidente de marketing, Julio Casares.

De acordo com o dirigente, o São Paulo não abandonou as classes A e B. Casares lembrou que o clube mantém a SAO, uma linha de butiques de luxo com loja na Oscar Freire, rua de grifes mais badalada da capital paulista.

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