A questão não é se a rivalidade estadual importa nem se a cópia da Europa fascina.
Os estaduais têm importância para a base da pirâmide, mas não pode escravizar o topo, como faz há três décadas. Em outras palavras, é muito importante manter estaduais com Portuguesa, Botafogo de Ribeirão Preto, Volta Redonda, os pequenos do Nordeste, Centro-Oeste, Norte do país.
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Quem é da Série A deveria, no máximo, abrir a temporada com confrontos que pudessem ser chamados de Supercampeonatos, dos gigantes nacionais contra os vencedores em seus estados sem a participação dos grandes. Por exemplo, se o América de Rio Preto ganhar o Paulista numa final contra o XV de Piracicaba, depois de semifinais contra Botafogo-SP e Ferroviária, os quatro destaques enfrentarão Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo no Supercampeonato, em três datas de pré-temporada, em janeiro.
Depois, Série A para os grandes, competições regionais e estaduais para os pequenos.
Este modelo não precisa ser o adotado, mas está claro que o calendário está caduco. De toda a crise do futebol do Brasil, sétimo colocado na última Copa do Mundo, há problemas dos técnicos, insistentemente apontados, dos dirigentes, da imprensa, do calendário.
Este formato de três meses de estaduais deixa, cada vez mais, o Brasil na segunda divisão do futebol mundial.
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Achei que o assunto seria a nova regra de classificação para a Copa do Brasil, que apartir de 2024 a classificação não será pelo ranking da CBF e sim pela colocação no campeonato estadual,um exemplo o Santos estaria fora dessa edição da Copa do Brasil pela colocação no campeonato paulista de 2022.
Esses estaduais só servem para dá poderes aos presidentes de federações estaduais, somente para isso que eles servem. O presidente de federação é como um cacique e domina os presidentes dos clubes pequenos com promessas de levar os clubes grandes a essas cidades e assim ganham as eleições, e assim se mantem no poder. Também a CBF se aproveita dessa situação, porque no momento de eleger o presidente o voto dessas federações estaduais tem peso. Os clubes é quem deveriam eleger o presidente da CBF, mas não é assim. As federações tem votos com peso maior, enquanto os clubes grandes tem peso menor e isso é uma gorma de tirar a força dos clubes grandes.
A questão é a grana alta que os estaduais pagam aos 04 grandes, que por sua vez não querem abrir mão dessa receita.. ou seja, é um mal necessário pra sobrevivência tanto dos grandes, quanto dos estaduais que não sobreviveriam sem esses grandes.. eterno conflito..