Da tática à 'palestra de arrepiar': como Rogério Ceni foi 'técnico em campo' e liderou São Paulo em título da Sul-Americana em 2012

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Osvaldo e Cortez, campeões em 2012 com o São Paulo, ressaltaram a importância de Ceni na conquista da Copa Sul-Americana

No próximo sábado (1), o São Paulo decide a Copa Sul-Americana contra o Independiente Del Valle (EQU), no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba (ARG), a partir das 17h (de Brasília), e Rogério Ceni tem a chance de conquistar o seu primeiro título como técnico do Tricolor. Coincidentemente, a competição continental foi o último troféu levantado pelo ex-goleiro enquanto jogador, em 2012.



E apesar de à época ainda atuar profissionalmente, como de praxe usando a braçadeira de capitão, o ídolo da torcida são-paulina também teve uma 'segunda função' naquele elenco campeão da Sul-Americana: também ser uma espécie de 'técnico dentro de campo', aliado a Ney Franco, na área técnica.


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Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o atacante Osvaldo e o lateral-esquerdo Cortez, que fizeram parte do time campeão em 2012 ao lado de Ceni, falaram da importância dentro - e também fora de campo - do arqueiro naquela conquista. E de acordo com a dupla, o suporte veio desde os seus discursos antes dos jogos até as instruções dadas enquanto a bola já rolava.

"O Rogério Ceni sempre foi um líder, tanto dentro quanto fora de campo, e ali, independentemente do treinador, ele sempre orientava, me orientava bastante, conversava muito comigo e com outros jogadores também, passava tranquilidade, e quando dava também passava algumas informações, para poder falar com o treinador. Era um cara que sempre estava atento nos jogos e passava tranquilidade para nós, jogadores, pela forma que ele estava vendo o jogo, à maneira dele, então era um cara que tinha muito boa visão do jogo", disse Cortez.

"Ele orientava muito, principalmente a linha de trás, os defensores, e era um cara que não tirava confiança, não xingava o companheiro, tinha a cobrança dele, mas sabia o tom de falar com os jogadores. Sempre orientando, ele tinha muito a questão tática, de como o outro time iria entrar em campo, então sempre teve essa facilidade na parte tática, e tanto é que hoje é um dos grandes treinadores do futebol brasileiro... Nós, que convivemos com ele alguns anos jogando juntos, a gente sabe o tanto que ele vive o São Paulo", prosseguiu Osvaldo.

"Um cara que, pelo menos quando jogava, acordava e dormia pensando no São Paulo, era o último a sair do CT, trabalhava bastante. Nos dias de jogos, a gente jogava à noite e ele era o último a sair lá do Morumbi, já fazia a recuperação ali no gelo, ficava lá já pensando no próximo jogo, então é um cara que viveu o São Paulo e vive o São Paulo", complementou.

Ainda segundo Cortez, nos momentos de adversidade nos jogos naquela campanha vitoriosa, Ceni também sabia controlar o nervosismo de seus companheiros no campo e trazia a tranquilidade necessária para o time buscar os resultados.

"A forma dele de lidar com os jogadores, ele nos ensina como um líder age. Como era capitão do time, sabia falar, sabia conversar com o time, passava tranquilidade. Muitas vezes o jogo estava muito complicado, mas com a experiência dele passava calma para a gente, deixava a gente bem tranquilo nos jogos. O papel dele naquele elenco foi fundamental. Ele ama o São Paulo, ele vive o São Paulo, quem pôde trabalhar com ele no São Paulo, quem já foi treinado por ele, sabe que é um cara muito intenso e verdadeiro, um cara trabalhador", disse.



'A palestra dele foi de arrepiar'
Nas oitavas de final daquela campanha, o São Paulo passou pela LDU de Loja, do Equador, clube sediado na cidade equatoriana que fica a pouco mais de 2.000 metros de altitude, ao sul dos Andes equatorianos. O jogo de ida foi na casa do rival, em viagem que demorou quase 24 horas.

E segundo Osvaldo, antes do primeiro jogo contra os equatorianos, Rogério Ceni protagonizou um dos momentos mais marcantes daquele título, com palestra que inflamou os jogadores são-paulinos. No fim das contas, o São Paulo arrancou empate por 1 a 1, e que definiu a classificação às quartas, já que no Morumbi o placar terminou empatado por 0 a 0, e à época ainda havia o critério do gol fora no agregado final.

"Fizemos uma viagem de aproximadamente 24 horas, pegamos um pouco de altitude, viajamos dois dias antes, reconhecimento de gramado, campo muito ruim. A palestra que ele deu antes do jogo realmente foi de arrepiar, falando 'e aí, vão querer voltar depois de 24 horas para casa como? Vão querer voltar com a derrota, para depois chegar em casa e ter que correr atrás dos caras? Já vamos fazer hoje, vamos imaginar que hoje seja o último dia das nossas vidas, vamos dar a vida hoje'. Aquele grupo ele citou naquele jogo, 'eu via a alegria de vocês nesse tempo todo de horas de voo, horas de ônibus, a alegria que vocês tinham, a parceria que vocês tinham. Vamos levar isso para dentro de campo'. São detalhes, frases que ele falava que realmente impactavam no grupo, e a gente entrava realmente para dar a vida pelo São Paulo e foi o que foi, conquistamos aquele título importante, invictos", finalizou.



Diferentemente das atuais edições, a Sul-Americana em 2012 ainda não tinha fase de grupos, ou seja, todos os confrontos eram em mata-mata. Para se sagrar campeão, o São Paulo passou por Bahia (segunda fase), LDU de Loja (oitavas), Universidad de Chile (quartas), Universidad Católica (CHI) (semifinal) e Tigre (ARG) (final).

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Comentários (1)

27/09/2022 09:14:13 Carlos

Essa epoca tinhamos 2 pontas rapidos, Lucas e cristiano Oswaldo! Preocupacao total p a defesa adversaria!

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