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Hugo e Borges: símbolos do hexa do São Paulo

Meia e atacante estiveram afinados em campo. Fora dele, são bons amigos

Antes de terminar na rede do Bezerrão e decretar o hexacampeonato brasileiro do São Paulo, a bola passou por dois pés: os esquerdos do meia Hugo e do atacante Borges. Justiça!

Se a conquista tem uma cara, pode ser a da dupla: desacreditados, tornaram-se fundamentais na equipe montada por Muricy Ramalho. Dos últimos 13 gols no Brasileirão, foram autores de 11 (oito de Borges, três de Hugo).

Melhores amigos, eles receberam o LANCE! no CT do São Paulo, antes de darem início às esperadas férias. A dupla, aliás, deverá ser reeditada quando o meia “pegar um 0800” na casa do atacante.

Não sabe o que é isso? Confira a seguir, na entrevista concedida pelos campeões brasileiros. Eles falam da amizade fora dos gramados, de momentos importantes para a virada, da motivação que receberam dos palmeirenses, do fim do contrato de ambos – em dezembro de 2009 – e da vontade de conquistar a Copa Libertadores.


FIM DO CONTRATO

Hugo: Até aqui, ninguém me procurou. Não sei o que pode ocorrer se pintar uma proposta boa do exterior. Deixo nas mãos do presidente.

Borges: Agora é hora de curtir as férias. Tenho mais um ano de contrato, vamos deixar para resolver, talvez, no meio do ano. Estou feliz no São Paulo. São dois anos e dois títulos. Todo jogador quer atuar na Europa. Se houver uma proposta boa para ambos, irei. Senão, cumprirei contrato num grande clube.

LIBERTADORES

Hugo: Estou com muita vontade de disputar, a gente deixou a desejar no ano passado. Espero fazer uma grande Libertadores e conquistar esse título tão desejado.

Borges: 2009 vai ser bem melhor do que 2008. O momento é outro, a confiança também, todos olham nosso trabalho de forma diferente. Os gols que não aconteceram em 2008 vão acontecer em 2009.

REFORÇOS PARA O TETRA

Hugo: Vamos nos preparar melhor para a Libertadores e tenho certeza de que o presidente vai reforçar a equipe. É válida a chegada de jogadores de qualidade, até para que possamos ter sombras.

Borges: Em 2006, 2007 e 2008, o conjunto fez a diferença. Se trouxer jogadores de grande qualidade individual, tem de ficar mais do que seis meses. Ficar seis meses, sabendo que voltará para seu grande clube europeu, é bom para o jogador, não para o São Paulo. Tem de ficar até o fim do ano, ter responsabilidade na Libertadores e no Brasileiro.

MORDIDOS NA RETA FINAL

Borges: Foi dito que o São Paulo tinha uma equipe limitada, não tinha um grande atacante depois que o Adriano saiu, não tinha meia... Quem ficou deu conta do recado, fez história. O grupo se uniu.

FLORES DOS PALMEIRENSES

Hugo: Sempre respeitamos os adversários, por mais inferiores que fossem. Debocharam da gente. E as pessoas, quando falam, têm de responder por isso. Falaram muito do outro lado (no Palmeiras), que seriam campeões. Trabalhamos com humildade e ganhamos o título.

TIME NÃO TEM MEIA?

Hugo: Se não tinha meia quando estava mal, então não tem agora. Procuro fazer o que o técnico pede, ajudar na marcação, chegar para finalizar. Assim, fomos campeões.

Borges: O Hugo tem mais um ano de contrato e, quando sair, fará muita falta. Olhe, taticamente, o que ele significa ao São Paulo. É importante na bola parada, marca e faz gols. Ninguém vai apagar a importância dele no título. Daqui a 20, 30 anos, vamos falar para nossos filhos e netos que entramos para a história.

AMIZADE FORA DO CAMPO

Hugo: Estamos sempre juntos, nossas esposas, meu filho... No futebol, o Borges é meu melhor amigo. Cara de muito caráter, me ensinou o caminho de Deus. Estou à disposição dele para tudo que precisar.

Borges: Quando me perguntavam quem seria o artilheiro do time, isso não importava. Antes do jogo contra o Goiás, falei para ele: “Negão, se tiver oportunidade, mata esse jogo que vou virar volante para ganharmos o título!”. Antes do jogo, falamos que se não fôssemos campeões, tudo que fizemos teria sido em vão. Nem tenho como falar da amizade pelo Hugo e família.

VIRADA RUMO AO HEXA

Hugo: Começou após o empate (1 a 1) com o Atlético. Dissemos que não iríamos nem para a Libertadores. Foi de uma apatia tremenda o que apresentamos. Cada um analisou o que fazia errado, o time readquiriu a vontade de ser campeão.

Borges: O Muricy disse que nosso time só era bom quando todo mundo pega, marca. Já saímos com vergonha do jogo. Quem precisava ouvir mais um pouco, ouviu.

RIVAL FENOMENAL

Hugo: Desejo toda sorte ao Ronaldo. Espero que jogue muito no Corinthians, independentemente de ser rival, pois pode ajudar na Seleção Brasileira. Queria que estivesse aqui. Ronaldo, Borges e Dagoberto seria maravilhoso.

Borges: Sou fã dele, fez coisas que nunca vi ninguém fazer. É um jogador extraordinário e quando todo mundo duvida que dará a volta por cima, ele se fortalece. Desejo sorte no Corinthians, mas o São Paulo estará muito forte no ano.

APOIO DA TORCIDA

Borges: Tive momentos difíceis, de terminar o primeiro tempo e a torcida gritar o nome do Aloísio, no banco. Não passava pela cabeça ter esse carinho. Quando ouvi “Olelê, olalá, o Borges vem aí e o bicho vai pegar!!!” (antes da vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, em que o atacante fez dois gols), fiquei muito feliz. As coisas facilitam quando sabemos que o torcedor acredita na gente.

FÉRIAS

Hugo: Tem que jogar uma peladinha para distrair, dar toque de efeito. Depois vou pegar um 0800 na casa do Borges. No Rio, quando as coisas são de graça, dizemos que é 0800. Lá no Borges é comer, beber, tudo de graça (risos).

DEPOIS DO HEXA VEM O...?

Hugo: Hepta! Vamos treinar, o pensamento tem de ser esse. Num clube como o São Paulo, só se mantém conquistando títulos.

Borges: Num clube que tem seis Brasileiros, três Libertadores, três Mundiais, a cobrança é grande. A torcida vai querer que a gente brigue pela Libertadores.

MEDALHA NO PEITO

Hugo: No fim da temporada, é algo para se sentir orgulhoso. Chegar em casa, ver a família e ter a consciência de que sou um vencedor. Não há dinheiro que pague o que senti quando o juiz apitou o fim do jogo contra o Goiás.

Borges: Tem que comemorar. Se eu pudesse, andaria em carro de bombeiros. Quero olhar para essa medalha todos os dias das minhas férias e pensar: “Nossa Senhora, sou bicampeão brasileiro, estive no primeiro tri do São Paulo, do hexa...”. Estou orgulhoso!

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