A decepção do quarteto. Chovendo no molhado. (por Peixoto).

A decepção do quarteto. Chovendo no molhado. (por Peixoto).

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Muitos conhecem a expressão citada no título, que significa insistir em um assunto já definido. Estamos no mesmo caminho, chovendo no molhado.
Vi ontem um time sem nenhuma noção. Laterais subindo ao mesmo tempo, volantes subindo ao mesmo tempo. Vi chuveirinho para nossos baixos atacantes. Vi zagueiro subindo para atacar, cruzando bola na área para o Ademílson cabecear. Vi um único jogador adversário marcado, aquele que estava com a bola.

Esse filme que estamos vendo, já conhecemos. Mas, os nossos principais alvos têm sido Juan, Douglas, Wellington, Denílson, até o Osvaldo. São praticamente unanimidades negativas da torcida e com razão. Mas, esses não são os líderes do time e os principais responsáveis pela situação.
Onde estão os líderes para virem a público e darem a cara à tapa? Tenho visto somente o Ceni e o Luís Fabiano.

Ficar criticando Juan, Douglas, Wellington, Denílson, é redundante. Há uma frase que diz: "é o que tem pra hoje".
Já sabemos da capacidade de cada um. Agora, devemos cobrar o primeiro escalão da equipe. Mirar as cobranças nos grandes jogadores, que recebem os maiores soldos. Alguém poderá dizer que eles já são cobrados pela torcida. Sim, mas os medalhões têm tido foco dividido. Quando uns criticam e outros apoiam.

Rogério - tem falhado muito esse ano. Somente em 2013 é possível somar dez gols tomados de responsabilidade direta dele, com falhas bisonhas.

Lúcio - tem sido irresponsável como zagueiro. Será que ele não se manca, que zagueiro sobe ao ataque somente quando há falta ou escanteio? É arrogante e não tem exercido nenhuma liderança no time, exceto pela expressão facial característica. Gostaria de vê-lo nas coletivas pós-jogos para tomar porrada da imprensa.

Ganso - não há mais como ter paciência com ele, com seu lento talento. Não há mais tempo. Ele atua naquela linha do "não fui bem, mas não fui mal". Isto se se chama esconder-se, fugir da responsabilidade. Esse papo de esperar tornou-se inviável. Estamos em crise e o salário dele não sofre descontos pelas atuações decepcionantes ou seus problemas psicológicos. Gostaria de vê-lo nas coletivas pós-jogos para tomar porrada da imprensa.

Luís Fabiano - fica 40% dos jogos fora do time. Muito melindroso. Tem anunciado suas estatísticas em jogos menos importantes para se garantir. Porém, nos momentos mais difíceis em 2013, já sabemos como se comportou. Até julho/2013 já custou R$ 30 milhões aos cofres do clube, desde março/2011.

Jadson - o único que se salva e não podemos criticar.

Soberanos tricolores, falar mal dos jogadores que são ruins é chover no molhado. Isto forma uma couraça em torno do quarteto que deveria estar sendo alvo de severas críticas. Sim, críticas justas por não terem mostrado suas aptidões em 2013. Eles deveriam liderar os demais jogadores coadjuvantes. Não o fizeram até agora.
Não falei do Osvaldo, porque é um jogador coadjuvante e raramente foi protagonista. O mesmo se aplica a Toloi e Denílson. Considero esses três jogadores do segundo escalão de importância.

Ontem, vi um técnico abaixar-se no banco de reservas e olhar para o gramado. Ele demonstrava um semblante de extrema preocupação com o nível de atuação dos jogadores. A ficha dele caiu no segundo tempo do jogo. Foi fácil perceber. Temos jogadores profissionais qualificados sem nenhuma noção de posicionamento, cobertura, direção. O quarteto do time deixou o técnico na mão por diversas vezes nesse ano. Quando não era um, era outro.

Rogério é meu ídolo. Respeito o Lúcio. Gosto do futebol do Ganso. Tenho admiração pelo Luís Fabiano. Porém, digo isso remetendo aos grandes momentos do passado de cada um. Hoje, estão decepcionando. Notem que eles são a espinha dorsal do time: gol, zaga, meio e ataque.
Temos que cobrá-los, pois são eles que irão nos tirar dessa situação. Não queimar cartucho com Douglas, Juan, Wellington e outros detestáveis.

Já sabemos quem não rende e não irá render. Mas, sabemos quem são as maiores decepções do time em 2013. Chegou a hora de cobrar os medalhões. Temos um time sem alma, sem liderança, brio. Temos um time de índios sem caciques em campo.

Se me disserem que toda essa bagunça comprova que o problema não era técnico, discordarei completamente. O nosso time não é pior que oito equipes do futebol brasileiro, hoje. O Ney Franco, com suas inseguranças, deixou a casa bem bagunçada para o Autuori arrumar. Não temos time para ficar na parte final de tabela, nunca.
Lembrando sempre. Culpar a diretoria é tópico fixo. A primeira prioridade.

Sds.
Peixoto.

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