O Ministério Público de São Paulo rejeitou o pedido apresentado pela defesa do presidente Julio Casares para instaurar um inquérito policial destinado a investigar um suposto vazamento de documentos relacionados ao inquérito civil que apura possíveis irregularidades na administração do São Paulo Futebol Clube.
Segundo a petição apresentada pelos advogados de Casares, documentos referentes ao cartão corporativo do clube, posteriormente colocados sob sigilo, teriam sido divulgados por veículos de imprensa poucas horas após serem anexados ao processo. A defesa alegou que o episódio teria causado danos à imagem do presidente e pediu, em caráter de urgência, a abertura de uma investigação para identificar o responsável pelo suposto vazamento.
Ministério Público diz que não há elementos para abrir investigaçãoAo analisar o pedido, o promotor responsável entendeu que não havia fundamentos suficientes para a abertura de um inquérito policial. No despacho, o Ministério Público destacou que o sigilo determinado no processo alcançava apenas documentos contendo dados pessoais e informações sensíveis, permanecendo públicos os demais atos do procedimento.
Outro ponto ressaltado é que a simples divulgação de informações pela imprensa não comprova, por si só, que tenha ocorrido violação do sigilo dentro da Promotoria.
A decisão também afirma que a defesa de Julio Casares apresentou apenas conjecturas ao relacionar a atuação da advogada Dra. Amanda Nunes Costa com a posterior divulgação das informações. Segundo o despacho, não existem elementos objetivos capazes de atribuir responsabilidade à advogada, sendo que uma coincidência temporal, isoladamente, não é suficiente para justificar a instauração de uma investigação criminal.

Quem é a Dra. Amanda Nunes Costa?
Amanda Nunes Costa é advogada e representa conselheiros e associados do São Paulo em diversas ações judiciais relacionadas à governança do clube. Nos últimos meses, ganhou protagonismo ao obter decisões favoráveis em processos envolvendo a atual gestão. Entre elas, a liminar que garantiu que a reunião do Conselho Deliberativo que analisou o impeachment de Julio Casares fosse realizada em formato híbrido, permitindo a participação virtual dos conselheiros. Também atua em ações que buscam acesso a documentos e a fiscalização de atos administrativos da diretoria.
O Ministério Público ainda observou que as informações divulgadas poderiam ter sido obtidas por outras fontes independentes do inquérito civil, razão pela qual concluiu não haver justa causa para a abertura de um inquérito policial.
Diretora da Cassemiro Eventos será ouvida pelo Ministério PúblicoParalelamente à decisão, o Ministério Público também determinou a notificação de Carolina Lima Cassemiro, diretora da Cassemiro Eventos, para prestar depoimento presencial no próximo dia 31 de julho.
A empresária passou a integrar as investigações em razão do caso envolvendo a comercialização de ingressos e a utilização do camarote 3A do MorumBIS durante eventos realizados no estádio. Seu depoimento faz parte das diligências conduzidas pelo Ministério Público dentro do mesmo inquérito civil que apura possíveis irregularidades na administração do São Paulo.
Até o momento, o Ministério Público não divulgou o teor do depoimento que será colhido nem os motivos específicos pelos quais Carolina Lima Cassemiro foi convocada, limitando-se a informar que a oitiva integra as diligências em andamento.
Com a rejeição do pedido de Julio Casares para investigar o suposto vazamento de documentos, o inquérito civil segue seu curso normal, enquanto o Ministério Público continua reunindo depoimentos e elementos para a apuração dos fatos envolvendo a gestão do clube.
Fora Cazares seu maldito corupto, nunca mais pise no São paulo. Fora Massis!