Por R$ 300 milhões o Grêmio está perto de fechar o naming rights da nova arena.
Publicado em 31/10/2012 às 11h35
Enquanto o Corinthians fez muito barulho com o Itaquerão, o Grêmio se antecipou. E está pertíssimo de fechar o batismo da nova arena com o poderoso ICBC da China. R$ 300 milhões por dez anos. Até o Inter torce para dar certo…
Andrés Sanchez, Tirone, Giovanni Luigi, Juvenal, Petraglia, Kalil juntos.
Não para articular uma nova virada de mesa no tapetão.
Mas prontos para fazer uma avalanche com a camisa do Grêmio.
Todos estão com os dedos cruzados para que o clube feche a parceria com o ICBC.
E consiga vender o nome da nova arena por R$ 300 milhões por dez anos.
Esse é o acordo que está tentando fechar a direção gremista com o Industrial and Commercial Bank of China.
Se for confirmado o furo do Zero Hora, o cenário nacional dos naming rights deve mudar.
"É só fechar a primeira arena que o efeito é cascata.
As empresas acordam para o bom negócio que é dar o nome de um estádio de um grande clube brasileiro."
Por coincidência, Luiz Paulo Rosenberg acabou de dar esse resumo à cúpula corintiana na semana passada.
Ele está desesperado há mais de um ano buscando investidor para batizar o Itaquerão.
Sua principal esperança estava justamente no país onde o Grêmio está tentando fechar o acordo: a China.
Zizao foi contratado para abrir esse mercado.
Mas os gaúchos foram mais efetivos, mais competentes.
O presidente do ICBC, Zhao Guicai, deverá chegar sábado a Porto Alegre.
E acompanhar a partida contra a Ponte Preta.
Guicai discutirá a possibilidade de o banco ficar também com o patrocínio master da camisa gremista.
Para isso, o clube teria de romper com o Banrisul, que vence no meio de 2013.
O atual acordo rende R$ 12 milhões.
A força do ICBC é incrível.
É o maior do mundo em capitalização de mercado.
E o quarto em ativos.
O patrimônio é de fazer Rosenberg cair o queixo: R$ 2,6 trilhões.
O acordo não está fechado.
Está muito adiantado.
Um grande facilitador e que os dirigentes gremistas insistem é a televisão.
A Globo, dona da transmissão de futebol em canal aberto no País, acertou com Andrés Sanchez.
Ela cedeu e vai dizer o nome dos patrocinadores das novas arenas.
Mas exigirá 10% do acordo fechado de todos os clubes.
Para o Grêmio custaria R$ 30 milhões.
Mesmo assim, os dirigentes esportivos brasileiros acreditam ser um excelente negócio.
Sem a divulgação do nome da arena pela tevê, nada seria fechado.
Apesar de todo o estardalhaço corintiano, que já ofereceu o Itaquerão para mais de 15 empresas, o Grêmio saiu na frente.
E está discutindo para valer com um provável patrocinador muito poderoso.
Mas o sentimento dos demais dirigentes brasileiros não é de inveja.
Muito pelo contrário.
Se pudessem, falariam aos chineses o quanto vale a pena batizar a arena gremista.
Eles precisam de uma empresa com coragem de gastar pelo menos R$ 300 milhões com os naming rights.
O ICBC quer para valer na América do Sul.
Acabou de comprar o banco argentino Standard Bank.
E no Brasil a melhor maneira de uma instituição ficar conhecida é o futebol.
A perspectiva é excelente.
O novo presidente do Grêmio, Fabio Koff, estaria eufórico com a possibilidade do negócio.
Novas e decisivas reuniões deverão acontecer em breve.
Mas o Grêmio e o ICBC fazem primeira tentativa real de batizar uma das novas arenas do Brasil.
E contam com torcidas inesperadas.
De corintianos, palmeirenses, são-paulino, atleticanos e até, quem diria?, colorados.
O Inter também busca alguém para dar nome ao reformado Beira-Rio.
Se o rival fechar com os chineses, o caminho estará aberto de vez...
Aliás, a preocupação que o logotipo do ICBC é vermelho é a última dos gremistas.
Eles querem é saber do dinheiro.
Depois darão um jeito de não usar a cor colorada no estádio ou no seu uniforme.
Primeiro quer os R$ 300 milhões e o acordo por dez anos.
O resto virou detalhe...
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