São Paulo pode ficar sem segunda casa em 2027 após impasse com Pacaembu
São Paulo vê negociação com o Pacaembu travar por causa do gramado sintético e pode ficar sem segunda casa para os jogos de 2027.
O São Paulo enfrenta um novo problema no planejamento para 2027. As negociações para utilizar o Pacaembu como segunda casa estão paralisadas há semanas, colocando em dúvida a possibilidade de o Tricolor mandar partidas no tradicional estádio paulistano quando o MorumBIS estiver ocupado por shows.
Segundo apuração do jornalista Valentin Furlan, do UOL, o principal obstáculo é uma exigência do São Paulo: a substituição do gramado sintético do Pacaembu por grama natural. A condição, considerada fundamental pelo clube, esbarra na programação comercial e de eventos da arena.
Gramado impede avanço das negociações
As conversas começaram a avançar em julho, quando o São Paulo passou a estudar o Pacaembu como alternativa para 2027. O estádio, localizado na capital paulista, permitiria ao Tricolor continuar atuando na cidade mesmo durante os períodos de indisponibilidade do MorumBIS.
Entretanto, a administração do Pacaembu precisa conciliar a utilização do espaço para futebol com a realização de outros eventos. A troca do piso artificial pelo natural poderia comprometer essa programação. Sem solução para o impasse, a negociação esfriou e já existe a expectativa de que uma decisão fique para o próximo presidente do São Paulo, que será eleito em dezembro.
Shows no MorumBIS aumentam preocupação para 2027
A situação ganha importância porque o São Paulo continuará dividindo o MorumBIS com grandes eventos musicais. O U2 já anunciou apresentações para os dias 10 e 12 de março de 2027, período próximo às fases decisivas do Campeonato Paulista. Isso aumenta a necessidade de uma alternativa para receber jogos sem prejudicar o calendário esportivo.
Em 2026, o Tricolor já precisou mandar quatro partidas longe do MorumBIS e tem outro compromisso programado fora de casa: o clássico contra o Corinthians, em 4 de novembro, na Vila Belmiro. Os shows também representam uma fonte importante de recursos. A estimativa para esta temporada era de aproximadamente R$ 3 milhões líquidos por apresentação, com previsão de 12 eventos.
São Paulo terá que buscar outra solução?
Sem acordo com o Pacaembu, o São Paulo poderá precisar recorrer novamente a estádios alternativos, como aconteceu em outras oportunidades. O departamento de marketing já conseguiu renegociar algumas datas de eventos no MorumBIS para reduzir o impacto sobre o calendário, mas a programação completa de 2027 ainda não foi divulgada.
Por enquanto, não existe confirmação de rompimento das negociações nem de um novo estádio escolhido para funcionar como segunda casa. A administração do Pacaembu não havia se manifestado sobre o assunto até a publicação da reportagem. O impasse deixa uma decisão importante para a próxima gestão: encontrar uma alternativa que permita ao São Paulo manter seus jogos próximos da torcida sem abrir mão das receitas dos shows.
E você, torcedor? O São Paulo deveria insistir no Pacaembu ou buscar outro estádio para mandar seus jogos em 2027?
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