Cobrado na justiça! São Paulo enfrenta ação por venda de atacante ao Shakhtar
O Boavista SAF, do Rio de Janeiro, moveu uma ação judicial contra o São Paulo, buscando o pagamento de R$ 524.899,61, referente à venda do atacante Lucas Ferreira para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O processo está sendo analisado na 1ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo, e o clube carioca argumenta que possui direito a 20% do valor líquido da transação, que totalizou 10 milhões de euros em agosto de 2025.
De acordo com os documentos apresentados, o São Paulo recebeu a segunda parcela da negociação, correspondente a R$ 11,7 milhões, em fevereiro deste ano, mas não realizou o repasse ao Boavista. Em março, o clube paulista enviou uma planilha ao Boavista, sugerindo um pagamento de R$ 2,1 milhões em quatro parcelas, proposta que foi aceita. Contudo, o São Paulo quitou apenas três dessas parcelas, deixando de pagar a última, que venceu em junho.
Após uma notificação extrajudicial sem resposta em julho, o tribunal determinou que o São Paulo deveria efetuar o pagamento em um prazo de 15 dias, reconhecendo a probabilidade do direito do Boavista. No entanto, o pedido do clube paulista para que o caso fosse julgado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, foi rejeitado pela juíza, que não encontrou risco de dilapidação patrimonial.
Na defesa apresentada, o São Paulo não contestou o valor da dívida, mas argumentou que a questão deveria ser tratada em instância diferente, apontando para o estatuto da CBF. Em resposta, o Boavista reiterou que a cobrança é de natureza financeira e que o contrato, firmado em 2024, estabelece a competência da Justiça de São Paulo para dirimir conflitos.
A relação entre os dois clubes em relação a Lucas Ferreira teve início em julho de 2021, quando o São Paulo cedeu 35% dos direitos do jogador ao então Esporte Clube Barreira. O Tricolor recomprou 15% dos direitos em dezembro de 2024, mantendo 20% do montante líquido em uma futura venda. A transação com o Shakhtar incluiu cláusulas adicionais, como bônus de até 2 milhões de euros, condicionados ao desempenho do jogador na equipe.
O andamento do processo pode ter desdobramentos significativos, uma vez que o Boavista terá direito a 20% do valor de cada pagamento realizado pelo Shakhtar e de quaisquer bônus vinculados ao desempenho do atleta. A próxima parcela, de 2 milhões de euros, está programada para ser paga até o final de julho, enquanto a última parcela de 3 milhões de euros vencerá em dezembro.
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