O capitão, artilheiro, cartola e goleiro Rogério Ceni tem ótimos subsídios para preparar uma palestra motivacional e mudar o rumo do soberano São Paulo na briga contra o Galo bom de bico pelas oitavas de final da Libertadores.
Além do moral elevado pela desclassificação no clássico maria-mola contra o coirmão Corinthians, Rogério Ceni poderá mergulhar no passado e coletar dados importantes para passar ao grupo.
Com a mesma eloquência verbal que caracterizou seu discurso ‘nunca antes na história deste clube’ no jogo contra os mineiros pela última rodada da fase de classificação, o xodó são-paulino poderá lembrar que, em 16 participações na Libertadores, o time só conseguiu virar o jogo uma vez no mata-mata com a gorduchinha rolando.
Em 1993, nas oitavas de final, o Tricolor perdeu por 2 a 0 do Newell’s Old Boys, em Rosário, e depois sapecou 4 a 0, no Morumbi, gols de Raí (2), Dinho e Cafu.
Ou seja, liquidou o adversário com juros e correção, mas jogando em casa. Agora, vai encarar o Galo bom de bico no alçapão do Independência.
Um verdadeiro mamão com açúcar, já que o pão de queijo não queima no forno do estádio mineiro desde maio de 2012. Mestre Cuca & Cia. colecionam somente 25 vitórias e seis empates. E ainda podem perder por até 1 a 0.
Quer dizer: é uma tremenda balela a história de que ‘caiu no Horto, tá morto’.

Foto:globo.com e uol