O São Paulo se comportou como não havia feito na atual temporada. Na raça e com grande atuação coletiva conseguiu a classificação às oitavas-de-final da LIbertadores.
A diferença de atitude dos atletas dos times foi decisiva.
O Galo, talvez por estar classificado, perdeu a maioria das dividas e sucumbiu diante do trabalho defensivo tricolor.
Wellington, por exemplo, anulou Ronaldinho.
Douglas, apesar dos limites técnicos, teve papel tático perfeito. Executou aquilo que Ney Franco quer faz tempo e os analistas de resultados não entendem.
Osvaldo, importante nos desarmes e autor dos passes para Aloísio sofrer o pênalti e o do gol de Ademilson.
Não vou colocá-lo como o melhor em campo porque superação do time e dedicação de todos, inclusive a de Ganso, que atuou para o time, com humildade, e participou do lance do segundo gol, merecem ser elogiados acima de tudo
O Galo perdeu a oportunidade de tirar o tricampeão da América da competição.
Agora, nas oitavas-de-final, apesar da campanha muito superior à são-paulina, não entrará na condição de favorito.
Se conseguisse empatar pegaria o Arsenal e a chance de chegar às quarta-de-final seria gigantesca.
Teremos um grande duelo brasileiro na Libertadores.
Escalações
São Paulo – Rogério Ceni. Paulo Miranda, Lúcio, Tolói e Carleto; Wellington e Denilson; Douglas, Ganso e Osvaldo; Aloísio
Atlético MG – Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Richarlyson ; Pierre e Leandro Donizete. Luan, Ronaldinho Gaúcho e Serginho; Jô
Papéis distintos
O São Paulo precisava vencer.
O Galo, classificado com sobra, necessitava do empate para eliminar o anfitrião.
As circunstâncias exigiam que os jogadores são-paulinos lutassem muito e tomassem a iniciativa de atacar.
O Atlético podia cozinhar o jogo, fazer o tempo passar e irritar os adversários.
Foi exatamente o que aconteceu.
Missão incompleta
Os treinadores repetiram o 4-2-3-1
Ney Franco escalou Douglas, Ganso e Osvaldo, da direita para a esquerda, na linha de três.
Diferentemente do que vinha acontecendo, o trio se movimentou bastante para tentar confundir o sistema defensivo atleticano. Além disso, Douglas e Osvaldo participaram bastante da marcação adiantada, que contou com a intensa participação de Aloísio. Ganso, dentro das características dele, também ajudou.
O Galo não conseguiu sair de trás tocando a redonda. Isso impediu o meio de campo da equipe de ficar com a dita cuja e de ela chegar para. Serginho e Luan, que atuaram respectivamente dos lados direito e esquerdo da linha de três.
Eles mal participaram da parte ofensiva. Por outro lado, participaram da marcação. Serginho acompanhou os avanços de Carleto e ajudou Marcos Rocha, que sofreu com Osvaldo nos primeiros minutos.
Tanto é que Cuca, perspicaz, aos 20 minutos inverteu as funções de Serginho e Marcos Rocha, que é melhor na parte ofensiva e foi para a linha de três, enquanto o companheiro mais forte nos desarmes tratou de cuidar de Osvaldo.
A mexida fortaleceu ainda mais o competente sistema defensivo do Galo.
Apesar de passar bem mais tempo com a bola no ataque, o São Paulo
não conseguiu assustar o goleiro Victor. Sem nenhum exagero, os atleticanos formaram uma verdadeira muralha, onde todos os cruzamentos, arremates de média distância e passes em direção ao guerreiro Aloísio pararam.
As atuações de Pierre, Leandro Donizete, Leonardo Silva e Rever foram elogiáveis. Obviamente, a cooperação de todos outros atleticanos, com as exceções de Ronaldinho e Jô, foi importante também.
Os dois menos defensivos ficaram adiantados. O Galo tentou diversos lançamentos para o seu craque, mas Wellington, um monstro nos desarmes, anulou Ronaldinho.
A participação tática de Douglas deve ser elogiada. Finalmente cumpriu o que o treinador queria. Se mexeu para ser opção de passe, preocupou Richarlyson e principalmente protegeu Paulo Miranda, que poderia ficar mano a mano com o veloz Luan.
No final do primeiro tempo, a missão são-paulina ficou incompleta e a do Galo, apesar de cumprida, também não foi realizada a contento.
O melhor time da primeira fase da Libertadores tem mais futebol para mostrar quando recupera a gorduchinha.
Se divertiu, Ronaldinho
Há coisas que não devem ser ditas. Na ida ao vestiário, Ronaldinho disse que o Galo deveria “se divertir, não ficar sofrendo, pois o jogo era um grande treino”.
Entendo que era difícil o Atlético se motivar como o rival. Mas a declaração, mesmo que não seja intencionalmente de desdém, soou como se fosse.
E depois do intervalo, só os são-paulinos se divertiram.
Trocou
Luan, nulo ofensivamente, não retonou para o segundo tempo. Alessandro entrou para prender mais a bola na frente.
Não funcionou.
Osvaldo, o Mito e a garra
A partida estava exatamente como antes do intervalo, até Osvaldo acertar o lançamento para Aloísio, que se peca pela falta de técnica merece respeito por causa da garra, dominar no peito, sair na cara de Victor e ser puxado çpor Leonardo Silva.
O árbitro soprou o pênalti.
Aquele foi o momento crucial do jogo. O mito são-paulino, em má fase, não fugiu da responsabilidade diante de Victor, especialista em defender penalidades.
Rogério carregou o anseio de milhões nas Costas,
Se errasse, o baque emocional do seu time provavelmente seria grande e o Atlético cresceria.
Frio, literalmente caminhou até a bola, chutou sem muita força no canto esquerdo e fez a nação são-paulina explodir de alegria.
Quase simultaneamente, o Arsenal fez 2×0.
Desse momento em diante a cara da partida ifocu exatamente contrária.
O São Paulo recuou, passou a marcar atrás da linha que divide o gramado e a apostar nos contra-ataques.
Cuca logo após o gol trocou Serginho por Neto Berola para aumetar o poderia ofensivo.
O Galo não furou o forte sistema defensivo tricolor. Não criou uma grande chance.
Aos 30, Aloísio, esgotado, saiu e Ademilson entrou.
Aos 36, ganso deu passe redondo para Osvaldo, em velocidade, arrancar com a bola e deixar Adenilson em excelente condição de balançar a rede.
O centroavante não perdoou e garantiu a classificação ao tricampeão da Libertaodres.
Sem favoritos
O Galo perdeu grande chance de eliminar o São Paulo.
Agora, apesar da campanha atleticana muito superior, não há favorito nas oitavas-de-final.
Será um grande duelo.