Pessimistas e otimistas apostavam em Jadson + Ganso enchendo Luís Fabiano com bolas açucaradas para que o Fabuloso se tornasse o artilheiro da competição e se aproximasse dos 200 gols com a camisa do São Paulo.
De quanto vamos ganhar? Essa era a dúvida.
Agora, a poucas horas da decisão, a dúvida é : joga Douglas ou Rodrigo Caio? Ou entram os dois mais o Fabrício?
Triste, né? Foram muitos erros que levaram o time à essa situação. Já falei muito sobre isso. Para não ficar repetitivo, vamos tentar descobrir como Ney Franco enfrentará sua esfinge: como fazer mais gols do que um time que tem Ronaldinho Gaúcho, Tardelli e Jô, todos em boa fase?
Detalhe: como fazer isso sem o principal meia – Jádson – e o principal atacante – Luís Fabiano?
Ney Franco pode optar por uma estratégia mais cautelosa, mais conservadora, com três volantes. Wellington e mais dois a serem escolhidos entre Denílson, Fabrício e Rodrigo Caio. Ou pode fazer como tem feito no Paulistão: dois volantes, mais Ganso e Douglas. No ataque, Osvaldo e Aloísio. Douglas seria meia e também atacante.
Há uma variação: Rodrigo Caio pode ser deslocado para a lateral. Nesse caso, formaria uma dupla com Douglas. Ele, na marcação, e o companheiro com uma postura mais ofensiva. Com Rodrio Caio na lateral, ele poderia escalar Fabrício, Denílson e Wellington.
Três atacantes ou três volantes? Douglas ou Rodrigo Caio. Ou, olha lá, três zagueiros, com Lúcio, Toloi e Edson Silva. A escalação que começou o jogo com o Arsenal de Sarandi. Nesse caso, Douglas e Carleto seriam os alas e Ganso o “enganche”. E dois voltantes, pode escolher aí entre Fabrício, Wellington e Denílson.
Nada de Jadson ou Fabuloso. Na hora da onça beber água, o São Paulo tem cartas médias, nada que assuste: Douglas? Rodrigo Caio? Fabrício? Edson Silva.
Essas são as dúvidas. As certezas são Carleto e Aloísio.
Precisa vencer e torcer pelo Arsenal. Para… vencer novamente o Galo. E depois lutar por um empate.
Pode vencer. Eu até acho que vai vencer. Mas não devia ser assim. Agora, a esperança não é mais na qualidade técnica de quem vai entrar em campo. Torcedor não está pensando em grandes ídolos do passado. Está dispensando Gerson, Pita e Pedro Rocha. Sonha com deuses da raça. Com Chicões, Luganos, Paranás, Forlans.
Quer suor. Raça. Vergonha.