LIBERTADORES
A campanha na Libertadores reflete exatamente o que vem sendo o ano do São Paulo fora de campo.
Um time desorganizado, um elenco que tem carências mas vem sendo mal aproveitado, atrito entre atletas e comissão técnica, com diretor de futebol e corpo medico, e mais uma vez o presidente admitindo que não acertou a mão na construção das peças do futebol profissional. Junte isso a má fase de alguns jogadores importantes e terá a formula do fracasso.
O time pode até se classificar para as oitavas de final mas terá que melhorar muito para vencer a melhor equipe da temporada até aqui, mesmo que no Morumbi.
Acho que o Strongest não vence o Arsenal na Argentina, até porque os hermanos também têm chance de classificação.
Quem sabe uma improvável classificação possa acordar a todos com o trem voltando aos trilhos na fase decisiva da principal competição do semestre?
PAULISTINHA
O São Paulo não pode usar o Paulistinha como muleta para o que vem acontecendo na Libertadores.
Esconder o péssimo momento usando a liderança nesta competição como exemplo é chamar a todos de idiotas.
O nível técnico da competição é sofrível e nos jogos contra os rivais mais fortes o time não conseguiu sequer uma vitória! Empatou com Palmeiras e Ponte e perdeu para Santos e Corinthians.
Logo, menos, bem menos…
A liderança nesta fase só dá como vantagem jogar no Morumbi e nada mais, nem um misero empate dá.
Uma má jornada na próxima fase, um empate no tempo normal e tudo será definido nos pênaltis, o mesmo vale para a semifinal.
Sempre lembrando que Carpegiani e Leão também lideraram a primeira fase do Paulistinha.
NEY FRANCO

O treinador não faz um bom trabalho nesta temporada.
Entramos no mês quatro e o time ainda não tem um padrão tático consolidado.
Não venceu nenhum confronto contra times do mesmo nível até agora.
Sem contar a crise de relacionamento com os lideres do elenco.
Precisa rever conceitos, fazer uma reflexão de seu trabalho como disse Juvenal Juvêncio.
Se acha moderno seu auxiliar comandar a maioria dos trabalhos do dia a dia, seria bom repensar o assunto, pois boleiro acaba perdendo o respeito, mesmo.
Não deve perder seu emprego mesmo com a desclassificação na Libertadores, logo, seria bom que conseguisse achar um jeito de jogar e com ele seguir até o final do ano e não ficar mudando esquema a cada tropeço.
Improvisar menos também seria produtivo.
Paulo Miranda e Rodrigo Caio são zagueiro e volante respectivamente e não laterais direitos.
Douglas é lateral e não ponta ou meia!
Maicon é meia, não volante!
Se a diretoria não se mexer para contratar um lateral direito que se de pelo menos a chance para Lucas Farias, se o menino não corresponder, ai sim vá para a improvisação.
Não acho Ney Franco um treinador de ponta, longe disso, mas pode render mais do que vem fazendo atualmente no São Paulo.
LUIS ROSAN

Rosan é o principal fisioterapeuta do Brasil.
Estava há muitos anos no clube e o desgaste era natural.
Seu santo não batia com o de Adalberto Baptista e entre uma discordância e outra a situação foi ficando insustentável até chegar a ponto do: “ou ele ou eu”.
Profissionalmente Rosan é muito mais importante para o São Paulo do que qualquer dirigente não remunerado.
Um jogador que se recupera em menos tempo de uma contusão e volta a jogar rapidamente graças a competência do fisioterapeuta, já justifica sua importância e seu custo beneficio ao clube.
Rosan era visto pela cúpula tricolor nos últimos tempos como uma estrela e estava agindo como tal e isso vinha incomodando, principalmente o ego dos cartolas.
Se chegou ao estrelato, foi porque trabalhou muito para isso e mostrou a devida competência.
Outro motivo de ciúmes e que incomodava aos dirigentes era o bom relacionamento que tinha (e tem) com o Dr. Marco Aurélio Cunha. Fato inclusive citado implicitamente na nota publicada pelo diretor de futebol sobre sua demissão.
O São Paulo tinha a melhor equipe de retaguarda do futebol Brasileiro com Turíbio Leite de Barros, Carlinhos Neves, Marco Aurélio Cunha e Luis Rosan.
Aos poucos se desfez de todos.
Será difícil conseguir a mesma excelência mais uma vez.
Conta sim com ótimos profissionais em suas fileiras mas, em minha opinião não poderia abrir mão de talentos como estes.
ADALBERTO BAPTISTA

Adalberto Baptista tem historia curta no São Paulo. Empresário bem nascido, desde a época de estudante no colégio Santo Américo tem paixão pelo automobilismo e por automóveis.
Veio para o São Paulo convidado por Juvenal Juvêncio para atuar no departamento de marketing.
Na verdade a idéia era usar sua experiência e seu conhecimento de mercado para comercializar camarotes no Morumbi e tentar patrocínios para o futebol profissional.
Teve êxito nesta missão, porém o marketing propriamente dito, antes pioneiro, foi abandonado e ultrapassado pelo arquirival Corinthians que hoje nada de braçada á frente dos concorrentes.
Adalberto estava em férias na Suíça com sua família quando foi convocado por Juvenal Juvêncio para ir a Sevilla tratar da contratação de Luis Fabiano.
O sucesso na transação alçou o então diretor de marketing ao estrelato.
Caiu nas graças dos torcedores que o encheram de elogios nas redes sociais pelo seu desempenho no negocio.
Juvenal Juvêncio precisava de alguém de confiança para tocar o futebol profissional e que aceitasse o cargo sem carta branca para agir, já que, como todos sabem, ele é quem manda no clube.
Conheço gente que foi convidada para assumir o cargo mas abriu mão por saber que não teria carta branca para trabalhar, não teria autonomia.
Alem disso precisaria de alguém com tempo disponível para comparecer diariamente ao cct para deixa-lo a par de todas as coisas.
O nome de Adalberto Baptista caiu como uma luva já que o empresário tem tempo disponível para a função (tanto que acumulou o cargo de diretor de futebol amador) e claro assumiria um cargo tradicionalmente de glamour no futebol, não se importando em se reportar ao presidente.

O inicio como diretor de futebol foi tranqüilo, teve participação fundamental na vinda de Ganso para o clube e conquistou a Sulamericana do final do ano passado.
Mesmo sem conseguir se impor ao elenco foi tocando o barco, mas 2013 apresentaria a ele o outro lado da moeda.
Começou perdendo a briga com o Grêmio pelo atacante Vargas, comandando a negociação a distancia, na Austrália, onde passava férias com a família.
Mostrou que tem dificuldade em gerir crise, com os insucessos do time na Libertadores e os atritos de atletas com o treinador, alem é claro da crise que teve com Luis Rosan.
A gota d’água aconteceu no jogo contra o Strongest pela Libertadores.
No confronto mais importante do ano para o São Paulo, Adalberto preferiu ir a Europa para disputar as etapas de Portugal e Espanha da Porsche Cup, seu principal Hobby e sua grande paixão.
Nada contra…
Desde que, não fosse o diretor de futebol do São Paulo Futebol Clube.
Pelo cargo que tem, pelo que representa simbolicamente, era absolutamente obrigatória sua presença em La Paz ao lado do time.
Mesmo que já tivesse acordado no inicio do ano com o presidente sua ida á Europa, as circunstancias, a situação critica do time na Libertadores tinha que ser colocada a frente de seu hobby.
Obviamente quando combinou com Juvenal Juvêncio que participaria da corrida de carro em Abril, imaginou que o São Paulo só estaria cumprindo tabela em La Paz.
Adalberto Baptista sonha em ser presidente em 2014 já vem inclusive se aproximando de alguns cardeais para ganhar sua simpatia.
Se terá sucesso em sua empreitada só o tempo irá dizer.
Certo é que, em pouco tempo já experimentou os dois lados da moeda no departamento de futebol: prestigio e elogios, descrédito, cobranças e desconfiança.