Em dez anos, ingresso no Brasil subiu mais que gasolina e cesta básica
Pesquisa inédita da Pluri Consultoria aponta que o preço das entradas nos estádios brasileiros aumentou 300% nos últimos dez anos. Fator afasta torcida do futebol
Fonte Lancenet
25 de Março de 2013
Homem compra ingresso paa jogo na Arena do Grêmio: altos preços (Foto: Wesley Santos/Press Digital)
O alto custo do ingresso no futebol brasileiro é um dos motivos que tem afastado o torcedor dos estádios país afora. De acordo com uma pesquisa inédita da Pluri Consultoria, o preço das entradas aumentou 300% nos últimos dez anos.
O estudo mostra que em março de 2003, um ingresso era vendido por R$ 9,50 e hoje é encontrado por R$ 38,00, preço médio de cada um. Neste mesmo período, o salário mínimo, porém, subiu cerca de 183%. O crescimento foi também maior do que muitos outros itens considerados pela economia, como a inflação (73%), a cesta básica (84%) e a gasolina (30%).
- A pesquisa mostra que o futebol brasileiro revogou a lei da oferta e da demanda. Os estádios estão vazios. Dizem que o preço está certo, o que falta é adequar o serviço. Não é assim. Se você não tem o serviço, o que precisa ajustar é o preço. Se a gente está entregando uma quantidade de jogos absurda, com qualidade ruim do produto e de conforto, com riscos para o torcedor, como violência, e ainda cobra caro, está tudo errado. - afirmou o diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, ao LANCE!Net.
Com uma oferta de 3500 jogos por ano, o Brasil é o 19º no ranking mundial de média de público.
O alto custo do ingresso no futebol brasileiro é um dos motivos que tem afastado o torcedor dos estádios país afora. De acordo com uma pesquisa inédita da Pluri Consultoria, o preço das entradas aumentou 300% nos últimos dez anos.
O estudo mostra que em março de 2003, um ingresso era vendido por R$ 9,50 e hoje é encontrado por R$ 38,00, preço médio de cada um. Neste mesmo período, o salário mínimo, porém, subiu cerca de 183%. O crescimento foi também maior do que muitos outros itens considerados pela economia, como a inflação (73%), a cesta básica (84%) e a gasolina (30%).
- A pesquisa mostra que o futebol brasileiro revogou a lei da oferta e da demanda. Os estádios estão vazios. Dizem que o preço está certo, o que falta é adequar o serviço. Não é assim. Se você não tem o serviço, o que precisa ajustar é o preço. Se a gente está entregando uma quantidade de jogos absurda, com qualidade ruim do produto e de conforto, com riscos para o torcedor, como violência, e ainda cobra caro, está tudo errado. - afirmou o diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, ao LANCE!Net.
Com uma oferta de 3500 jogos por ano, o Brasil é o 19º no ranking mundial de média de público.
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