“O ‘Maracanazo’ já aconteceu, agora pode ser o ‘Morumbizazo’. Seria um momento histórico”, resume o mandatário do clube que finalizou a primeira fase do Campeonato Argentino na vice-lanterna. “É uma honra chegar a uma decisão no nosso primeiro torneio internacional. Em 1950, a seleção do Uruguai era mítica, foi um momento histórico único, mas serve de reflexo para demonstrarmos que a utopia não existe. Para podermos conseguir as metas que nos propusemos temos que acreditar. É muito difícil a partida, mas estamos convencidos de que é possível um grande resultado”, completou Molinos.

Nesta quarta-feira, a partir das 22 horas (de Brasília), com provável público recorde do futebol brasileiro em 2012, o São Paulo recebe o Tigre para o segundo jogo da final da Copa Sul-americana. De um lado uma equipe tricampeã mundial e da Libertadores e de outro um time que só alcançou o vice-campeonato nacional em três oportunidades e nunca tinha atingido uma final de competição internacional. Em 2012, mesmo desacreditado, o Tigre eliminou Argentinos Juniors, Deportivo Quito, Cerro Porteño e Millonarios antes do empate por 0 a 0 com o Tricolor, em La Bombonera.
“Conhecemos a hierarquia internacional, mas estamos concentrados por esse título, que seria histórico para o futebol argentino por sermos uma equipe pequena. Passamos por grandes equipes da América do Sul, empolgamos até mesmo a imprensa argentina e nossa torcida. Ser vice campeão não vai adiantar nada, mas sabemos que é difícil. O São Paulo é um grande mundial e para nós é um orgulho enfrentá-los na final”, aponta Rodrigo Molinos, diminuindo o tom, mas mantendo a confiança.
A grande motivação do Tigre para a decisão da Sul-americana é orgulhar o futebol da Argentina, país que tem o maior número de títulos da competição (cinco, de San Lorenzo, Arsenal de Sarandí, Independiente e Boca Juniors, duas vezes): “Estamos orgulhosos de levantar a bandeira do futebol argentino e vamos ao Morumbi para conquistar a Copa e orgulhar as cores da Argentina”.