
Sem um posicionamento objetivo do clube, coube ao próprio capitão esclarecer a situação. "Não existe contrato na mesa, ainda não tive essa conversa com ele (Juvenal Juvêncio, presidente do clube), mas fico feliz pela sinalização do desejo da continuidade. Dinheiro não é problema", afirmou. Além da possibilidade de disputar a Libertadores ser cada vez maior, o goleiro está encantado com o bom ambiente do grupo neste ano após ter sido um dos maiores críticos do desinteresse do elenco da última temporada. As ótimas atuações também enterraram as dúvidas sobre suas condições físicas e técnicas após a cirurgia no ombro direito que o tirou de ação por seis meses.
Os dirigentes, por sua vez, atribuem a falta de um acordo ao desejo de Rogério em se concentrar nas disputas da Copa Sul-Americana e do Brasileiro e reforçam o discurso de que a decisão está nas mãos do atleta. "Já dissemos publicamente que formalizaremos a proposta na hora em que ele se decidir", disse o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes. O dirigente também rebateu os rumores de que a relação entre o jogador e Juvenal estejam desgastadas e que esse é um dos motivos para a demora do acerto. "Nunca houve de nossa parte nenhuma divergência quanto à renovação. O que acontece é que ele não tomou sua decisão, somente isso."
Apesar do discurso otimista, a demora do mandatário em tomar uma posição tem causado desconforto até mesmo em pessoas próximas a ele. A opinião é de que Juvenal, se quisesse de fato ter a situação sob controle, já teria conversado com Rogério, mas ninguém acredita que o presidente rejeitaria um novo acerto, o que acarretaria comprar uma briga de proporções impensáveis com a torcida. "Estamos falando de um dos pilares do São Paulo. Temos todo interesse", concluiu Jesus Lopes.
Dessa forma, os são-paulinos estão próximos de ter seu maior ídolo por mais um ano. Da parte de Rogério, a decisão está tomada. Só falta assinar.