[SPFC.Net] Crônica sobre Ganso - Opine por Gustavo Carrate
Fonte SPFC.Net
27 de Setembro de 2012
Grande negócio, Ganso não é a salvação para os problemas do São Paulo
As dúvidas em relação ao sucesso de Ganso no São Paulo não são tão complexas quanto desenham. O nível do ex-atleta do Santos é aquele apresentado nos primeiros meses de 2010, e não o das atuações posteriores, contaminadas por problemas físicos e psicológicos. Em sua plenitude, o camisa 10 conseguiu chamar mais atenção que Neymar.
Pode-se discutir se tais condições serão alcançadas novamente, uma vez que a felicidade sentida por conta da transferência fará o rendimento do meia melhorar, mas os efeitos colaterais de suas lesões não desaparecerão. Porém, está errado duvidar tanto do talento de um jogador que pode recuperar-se até a Copa de 2014 e voltar a produzir jogadas incríveis.
Na escalação tricolor, Paulo Henrique Ganso também tende a ser uma solução. Jadson tem influência em 47% dos gols de sua equipe neste Brasileirão, mas pode render ainda mais aberto à esquerda, fazendo parceria com o ofensivo lateral Cortez. Sem contar que isso resultaria na saída de Osvaldo - ótimo reserva, mas nem tão confiável assim como titular.
Contudo, o meia clássico que chegou da Vila Belmiro não deve ser visto como o antídoto para todos os problemas do São Paulo. Desde meados de 2011, quando ficou claro que o calcanhar de aquiles do time do Morumbi era o excesso de jogadores sem brio, a cobrança estourava nas costas de todos, estivessem eles acomodados ou não. E, claro, o aspecto aparentemente motivacional tinha ligação direta com as principais fragilidades do conjunto: a passividade enquanto o adversário controlava o jogo e as poucas bolas roubadas no meio de campo.
Daí a enorme diferença entre ser a correção para as carências são-paulinas - que é mais responsabilidade dos volantes Wellington, Denilson, Paulo Assunção, Rodrigo Caio e Fabrício - e ser o acréscimo de qualidade que terá o trio formado por Luis Fabiano, Lucas e Jadson quando este transformar-se em quarteto. Mesmo que Ganso demore para estrear e, até dezembro, tanto brilho só possa ser apreciado por poucas partidas.
Gustavo Carrate
As dúvidas em relação ao sucesso de Ganso no São Paulo não são tão complexas quanto desenham. O nível do ex-atleta do Santos é aquele apresentado nos primeiros meses de 2010, e não o das atuações posteriores, contaminadas por problemas físicos e psicológicos. Em sua plenitude, o camisa 10 conseguiu chamar mais atenção que Neymar.
Pode-se discutir se tais condições serão alcançadas novamente, uma vez que a felicidade sentida por conta da transferência fará o rendimento do meia melhorar, mas os efeitos colaterais de suas lesões não desaparecerão. Porém, está errado duvidar tanto do talento de um jogador que pode recuperar-se até a Copa de 2014 e voltar a produzir jogadas incríveis.
Na escalação tricolor, Paulo Henrique Ganso também tende a ser uma solução. Jadson tem influência em 47% dos gols de sua equipe neste Brasileirão, mas pode render ainda mais aberto à esquerda, fazendo parceria com o ofensivo lateral Cortez. Sem contar que isso resultaria na saída de Osvaldo - ótimo reserva, mas nem tão confiável assim como titular.
Contudo, o meia clássico que chegou da Vila Belmiro não deve ser visto como o antídoto para todos os problemas do São Paulo. Desde meados de 2011, quando ficou claro que o calcanhar de aquiles do time do Morumbi era o excesso de jogadores sem brio, a cobrança estourava nas costas de todos, estivessem eles acomodados ou não. E, claro, o aspecto aparentemente motivacional tinha ligação direta com as principais fragilidades do conjunto: a passividade enquanto o adversário controlava o jogo e as poucas bolas roubadas no meio de campo.
Daí a enorme diferença entre ser a correção para as carências são-paulinas - que é mais responsabilidade dos volantes Wellington, Denilson, Paulo Assunção, Rodrigo Caio e Fabrício - e ser o acréscimo de qualidade que terá o trio formado por Luis Fabiano, Lucas e Jadson quando este transformar-se em quarteto. Mesmo que Ganso demore para estrear e, até dezembro, tanto brilho só possa ser apreciado por poucas partidas.
Gustavo Carrate
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