Direção do São Paulo não pode repetir as falhas de planejamento do elenco. Ganso pode ajudar bastante, não resolver

Fonte UOL/Birner
De Vitor Birner
A direção do São Paulo vem comentendo erros de planejamento nos últimos anos.
Parece não entender as necessidades do time dentro de campo.
Toda equipe de futebol necessita de atletas com características que se completam.
Não adianta, por exemplo, ter 10 “Maradonas”, o mais genial que vi em campo (não acompanhei a geração de ouro do Brasil, com Pelé, Garrincha, Nilton Santos…) no ápice da forma.
Dificilmente roubará a bola e sofrerá gols de cabeça aos montes.
Os torcedores são-paulinos estão empolgados com a contratação de Ganso. Mesmo se ele recuperar o futebol de alto nível, a equipe precisará de certos tipos de jogadores para ser forte, consistente e regular.
Reproduzo neste post a minha coluna do último sábado no Lance!
Nela estão algumas explicações sobre como Ney Franco pode escalar o time com o ex-santista, as consequências coletivas em cada opção, e o que a direção precisa fazer para não errar de novo.
Ganso pode ajudar, não resolver
A chegada de Ganso ao Morumbi muda o olhar de grande parte da opinião pública para o São Paulo.
Na quinta-feira, quando o negócio foi fechado, vi tradicionais críticos da direção do clube elogiarem Juvenal Juvêncio.
Eles e os cartolas deveriam manter os pés no chão.
O elenco são-paulino, com ou sem o Ganso, tem condições de brigar por vaga no G4, mas ainda carece ao menos de um reforço para disputar os principais títulos.
Ney Franco precisará fazer adaptações quando o ex-santista estiver disponível.
O sistema ofensivo ideal contaria com Lucas e Jadson pelos lados, e Ganso centralizado na linha de três do 4-2-3-1.
O camisa 10 recua um pouco para ajudar na saída de bola e o novo reforço fica mais perto de Luís Fabiano.
Essa formação tende a tornar o time ainda mais vulnerável atrás porque Douglas e Cortez são fracos na marcação.
Jadson não possui velocidade para acompanhar os avanços dos laterais adversários e puxar os conta-ataques.
Se sobrar espaço pelos lados e os rivais souberem utilizá-lo, fato comum, a equipe são-paulina repetirá os fracassos.
A direção tem que contratar o substituto de Lucas da próxima temporada, pois não dá para apostar apenas em Osvaldo e Negueba como atacantes rápidos, e o lateral bom nos desarmes.
Pode até ser ruim com a gorduchinha. Se for competente na hora de roubá-la, contribuirá bastante. É fundamental.
Hoje, como não há tal atleta no elenco, o treinador necessita improvisar Paulo Miranda, talvez Rodrigo Caio, ou cometer o funcional pecado de usar Wellington fora de posição.
O ótimo volante dará conta do recado, porém seu lugar é no meio, provavelmente ao lado de Denilson.
O São Paulo crescerá horrores com os dois cuidando da cobertura dos avanços de apenas um dos laterais.
A escalação de Cortez e Douglas exige ou o obsoleto 3-5-2, ou Osvaldo e Lucas juntos, pois são rápidos e ajudam a marcar pelos lados, ou três volantes.
Maicon e Jadson irão brigar pela vaga de terceiro homem no losango do meio-campo. O 4-3-1-2 diminuirá a capacidade da equipe criar e permanecer com a bola na frente.
Em suma, Ganso pode ajudar bastante, não resolver.
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