Se depender dos novos companheiros, vai se sentir em casa no clube do Morumbi.
“Qualquer time gostaria de ter um jogador como o Ganso no elenco. Além de bom, ele vai ser muito importante para o trabalho da equipe”, elogiou Denilson.
Antes mesmo de saber do desfecho da longa novela envolvendo São Paulo, Santos e o grupo DIS, o volante tricolor já torcia para que a negociação desse certo. E não apenas pelo lado esportivo.
“Na situação dele, eu estaria desanimado, sim”, respondeu, ao ser perguntado sobre como se sentiria se enfrentasse a mesma situação em uma negociação.
No início do semestre, Denilson viveu impasse semelhante. Emprestado pelo Arsenal, o jogador esteve prestes a retornar ao futebol inglês, mas a diretoria do São Paulo conseguiu convencer o técnico Arsene Wenger a abrir mão do volante e autorizar a renovação do empréstimo até o próximo ano.
“Conversei com o Arsenal e falei qual era o meu desejo. O São Paulo foi lá, falou com o clube e houve o acerto“, lembrou-se. “O jogador fica feliz em atuar por um clube que tem vontade e no qual pode mostrar sua qualidade”, emendou.
Outro que também está pronto para receber o novo reforço de braços abertos é o lateral-direito Douglas. Ex-companheiro de Ganso na seleção de base, em 2002, o atleta tem só elogios para o futuro companheiro de equipe.
“Isso é uma questão para a diretoria resolver. Mas, com ele vindo, será para somar. É muito bem-vindo, porque vai ajudar bastante”, completou Douglas.
Venda de Ganso é a mais cara entre clubes nacionais
Depois de três tentativas frustradas, o São Paulo, finalmente, conseguiu um acerto com o Santos para contratar Paulo Henrique Ganso. O acordo foi finalizado na última quinta, durante uma reunião da qual o próprio meia participou, na capital paulista, na sede do grupo DIS – detentor de 55% dos direitos do jogador.

A transferência é a maior negociação entre clubes brasileiros na história. Até então, a venda mais cara havia sido a de Oscar (ex-São Paulo) ao Internacional, por R$ 15 milhões.
O Peixe receberá os R$ 23,9 milhões referentes aos 45% da multa pelo jogador e terá direito a 5% da porcentagem que o São Paulo adquiriu em caso de lucro em negociação futura. Em compensação, o Santos desistiu da exigência de perdão da dívida de R$ 8 milhões que tem com o DIS, referente ao não pagamento de porcentagem nas vendas de Wesley, para o Werder Bremen, e de André, para o Dínamo de Kiev, em 2010. Em vez do perdão, o grupo de investimento aceitou o CT Meninos da Vila como garantia para o pagamento do débito. No início do mês, a Justiça havia determinado que o Santos teria 20% de suas receitas penhoradas para fazer o pagamento.
Segundo pessoas ligadas à negociação, o DIS ameaçou ir à Justiça caso o Santos não concordasse com o negócio. A base da ação seria uma cláusula contratual que obriga o clube a vender o atleta a quem se dispusesse pagar o valor da multa. Se não quisesse realizar a venda, o Santos seria obrigado a pagar os 55% que pertencem ao DIS.