A diretoria são-paulina não se dispôs a pagar integralmente o valor e fixou o teto em R$ 17 milhões. Os R$ 6,8 milhões restantes serão bancados pelo DIS, que terá um percentual maior nos direitos econômicos do jogador, hoje em 55%. Segundo apurou a Folha, neste momento o São Paulo ficaria com 32% e a empresa com 68% do valor de uma futura venda do atleta.
Esses números ainda não estão fechados porque o São Paulo quer uma fatia um pouco maior. A alegação é que o atleta usará o clube como vitrine e terá que ser feito um trabalho de recuperação, tanto técnica quanto de imagem-- a argumentação da cúpula são-paulina é que Ganso está "queimado" no mercado por causa da novela de sua saída da Vila Belmiro.

O Santos informou neste sábado que só se pronunciará oficialmente sobre o caso nesta segunda-feira. A diretoria não deve pôr empecilhos, pois sempre afirmou que acertaria a venda do jogador caso alguma equipe pagasse os R$ 23,8 milhões.
O São Paulo ofereceu contrato de cinco anos e salário de R$ 300 mil ao meia, que hoje recebe R$ 130 mil no time da Baixada Santista.
SUBSTITUTO
Sem poder contar com Ganso, o técnico Muricy Ramalho já procura um substituto e diz que a solução pode estar na Argentina. "As equipes de lá se preocupam com o autêntico camisa 10", afirmou.
O Santos já trouxe um atleta do país vizinho nesta temporada: Patito Rodríguez, mas que não tem as características do Ganso.
Felipe Anderson tem atuado na posição, mas está suspenso e não enfrentará o Coritiba neste domingo. O lateral Léo será poupado e Juan ganhou a vaga. Durval, suspenso, também não joga.
Muricy disse ainda que Neymar precisa descansar por uma semana. "Ele está desgastado e abaixo do peso. Um ou dois dias não resolveriam". Ele voltou a lamentar que o atleta tenha que servir à seleção, na quarta, contra a Argentina.