A sexta-feira amanheceu com o Grêmio em vantagem na disputa pelo atleta. Ao saber que Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Peixe, aceitaria vender o meia por R$ 23,8 milhões, equivalente aos 45% dos direitos econômicos a que o clube tem direito, a diretoria gremista se dispôs a pagar, com a ajuda de investidores, entre eles a construtora responsável pela construção da nova arena.
De acordo com pessoas ligadas ao São Paulo, o negócio teria apelo eleitoral, já que o pleito presidencial no Grêmio será realizado no próximo dia 29.
- Retomamos as negociações à tarde e agora estamos esbarrando nessa questão do valor, mas por hoje encerramos, que já está tarde, e amanhã (sábado) vamos recomeçar - afirmou Juvenal, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
O presidente não quis dar detalhes de sua conversa com Ganso, mas a disposição do jogador também o motivou a tentar acelerar o acerto. Para chegar aos R$ 23,8 milhões exigidos pelo Santos, é possível que outras pendências entre o clube alvinegro e o DIS sejam inseridas na negociação. Como, por exemplo, a dívida do Peixe com os investidores relativa à venda do meia Wesley, hoje no Palmeiras, para o Werder Bremen.
Laor já afirmou que gostaria de aproveitar a oportunidade para resolver essa questão. No início desta semana, a Justiça bloqueou as receitas do Santos em razão de não terem feito o pagamento ao DIS.
Às 18h30 deste sábado, o São Paulo vai enfrentar a Portuguesa no Morumbi e há possibilidade de que, antes da partida, a situação de Ganso seja definida. O clube reservou a camisa 8 para o craque, que, com uma lesão na coxa esquerda, ainda não tem data para voltar aos gramados. Novas inscrições no Campeonato Brasileiro só podem ser feitas até o próximo dia 21.
- Isso tinha de andar ou terminar, depois de mantermos uma longa conversa. Estou otimista porque houve essa reviravolta, amanhã esse negócio termina - decretou Juvenal.