Há pouco mais de um ano, na Copa América, Paulo Henrique Ganso era visto como dono absoluto da camisa 10 da seleção brasileira. As constantes lesões e polêmicas extracampo, entretanto, fizeram com que o meia perdesse a titularidade para Oscar e agora, para os amistosos contra África do Sul e China, fosse até cortado da convocação. Na ocasião, Jadson era o reserva do santista e chegou até a figurar ao lado dele no decorrer do torneio. Agora, em boa fase no São Paulo, ele espera ganhar uma nova chance do técnico Mano Menezes.
“Quando eu recebi essa oportunidade de ir para a Seleção, o Shakhtar estava disputando várias Liga dos Campeões, conquistamos a Copa da Uefa [atual Liga Europa], teve uma visibilidade importante dos jogadores. Fui convocado, foi um momento muito importante da minha vida. Estou trabalhando agora aqui no Brasil para ter mais visibilidade no futebol. Quem sabe no momento eu possa estar bem e ter mais uma oportunidade”, disse o camisa 10 do Tricolor em entrevista ao band.com.br, logo depois de participar do programa “Jogo Aberto” desta segunda-feira, na Band.
Com Ganso fora dos planos de Mano, ao menos momentaneamente, Oscar se tornou a única opção para o setor de criação da Seleção. Para os dois amistosos de agora, por exemplo, o meia do Chelsea - que ainda mostra irregularidade em campo, natural para um garoto de 20 anos - não tinha reserva.
Vendo uma boa oportunidade de voltar a ser lembrado, Jadson acredita que a eliminação precoce na Copa América de 2011 não tenha lhe “queimado” com Mano. Muito embora os números provem o contrário. Apenas como efeito de comparação, dos 23 convocados para o torneio, 14 não estão na lista dos que foram convocados para os jogos contra África do Sul e China (Júlio César, Victor, Maicon, André Santos, Lúcio, Luisão, Lucas Leiva, Elias, Ganso, Elano, Robinho, Alexandre Pato, Fred e o próprio Jadson).
“É claro que você conquistar títulos é muito importante. Mas isso não tem nada a ver. São muitos jogadores bons”, garantiu o atleta de 28 anos, que nunca mais foi chamado depois da eliminação para o Paraguai nas quartas de final.
100% adaptado
Revelado pelo Atlético-PR, Jadson passou quase sete anos longe do Brasil, período em que fez história com a camisa do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Líder de assistências do Brasileirão, o meia se diz completamente readaptado no momento, passados oito meses do retorno ao país de origem.
“A adaptação só vem com o tempo. Você treinando, conhecendo o ambiente de trabalho, deixando sua família bem estruturada, tudo tranquilo, colégio para os filhos... Estou há oito meses no São Paulo, estou conseguindo fazer bons jogos e ajudar o time”, afirmou.
Na chegada ao clube, no entanto, Jadson teve dificuldades para se firmar e, constantemente, era substituído por Emerson Leão. Ele negou ter tido qualquer desavença com o ex-técnico do Tricolor e exaltou o trabalho de Ney Franco.
“O Leão tem uma forma de trabalhar, e o Ney tem outra. Os dois são bons técnicos. Não tive problema com nenhum. Quando o Ney chegou, ele mudou a forma da equipe jogar”, encerrou.
Jadson aguarda nova chance na Seleção
Líder de assistências no Brasileirão, meia do São Paulo nunca mais foi convocado depois da eliminação precoce na Copa América de 2011
Fonte Band
10 de Setembro de 2012
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