Ex-Santos e São Paulo, Jamelli vê favoritismo alvinegro em clássico

Revelado pelo Tricolor, ex-jogador destacou-se no Peixe vice-campeão brasileiro de 95 e acredita que 'fator Vila' pode ser favorável ao Alvinegro

Fonte Globo Esporte
Paulo Roberto Jamelli Júnior tem seu nome intimamente ligado à história recente de Santos e São Paulo - que neste domingo, às 16h (de Brasília), enfrentam-se na Vila Belmiro pela 23ª rodada do Brasileirão. Além de ser revelado pelo Tricolor, o ex-jogador de 38 anos fez parte do elenco que, entre 1993 e 1994, conquistou a Libertadores, a Recopa Sul-Americana e a Supercopa dos Campeões da Libertadores. No Peixe, foi vice-campeão brasileiro em 1995 - superado pelo Botafogo em decisão até hoje polêmica - e gerente de futebol em 2010, quando o Alvinegro sagrou-se campeão paulista e da Copa do Brasil.
Conhecedor do que é atuar dos lados tricolor e alvinegro, Jamelli considera que, mesmo desfalcado de três de seus principais jogadores (Neymar, Paulo Henrique Ganso e Arouca) e com o São Paulo em situação melhor no Brasileirão (é o quinto colocado, com 35 pontos), o Santos (que vem em 14º lugar, com 26 pontos) tem leve favoritismo para o clássico deste domingo. O motivo? O palco do confronto: a Vila Belmiro.
- Acho que, na Vila, o Santos é sempre favorito. O São Paulo intercala alguns jogos fracos com outros muito bons e tem um jogador como o Luis Fabiano. Mas jogar na Vila é diferente. Cheia, ela se torna uma panela de pressão, a torcida se inflama fácil. A gente costumava brincar que quando o time descia a serra, o jogo já ficava 1 a 0 para o Santos. É uma partida de difícil prognóstico, mas acredito que a Vila deixe o Santos um pouco a frente - analisa.

Jamelli comemora gol pelo São Paulo, clube onde foi revelado (Foto: Divulgação / Site Oficial do Jamelli)
Igual importância
Por conta da história construída nas duas equipes, Jamelli admite não saber qual delas foi mais decisiva em sua carreira. O São Paulo, por exemplo, é descrito pelo ex-jogador como a "escola" que o apresentou para o futebol. No Morumbi, para onde foi aos 13 anosfez parte de um time que venceu quase tudo nas categorias de base e pode integrar um elenco que, à época, era uma das bases da seleção brasileira.
- (Na base) Tínhamos um grande time, com Pavão, Rogério Ceni, Catê e Sérgio Baresi. Fomos vice-campeões de duas Copas São Paulo (de Juniores) e ganhamos uma edição (1993). A subida para o profissional acabou sendo meio natural, e pude ser treinado pelo Telê Santana, o melhor com quem já trabalhei. Foi uma honra atuar naquele time, com Leonardo, Toninho Cerezo, Palhinha, Cafu, Elivelton, Zetti... Aprendi muito no dia-a-dia - recorda.
A difícil concorrência por vaga no time principal, porém, deu a Jamelli a oportunidade de ser emprestado ao Santos, em 1995. A proposta agradou: era a chance de ganhar ritmo de jogo e defender outro clube grande. As coisas acabaram ocorrendo melhor do que o próprio Jamelli esperava.
- Achei que era uma boa, pois se tratava de um time grande, mesmo que não estivesse em bom momento. E deu tudo certo. Fui para lá emprestado, com valor do passe estipulado, o time encaixou e fizemos aquele grande Brasileiro em 1995. Dalí para frente, o Santos deu uma guinada. Aquele vice-campeonato restaurou o orgulho dos torcedores, e com as vendas minha e do Giovanni, entrou dinheiro em caixa para se investir na estrutura. Acho que aquele foi o grande salto do Santos - conta.

Pelo Santos, Jamelli (em destaque) foi vice-campeão brasileiro (Foto: Divulgação / Site Oficial do Jamelli)
Até por conta da trajetória nos dois clubes, Jamelli avalia que Santos e São Paulo foram igualmente importantes em sua carreira, cada qual em momentos diferentes.
- O São Paulo foi a minha escola, e o Santos foi onde pude desenvolver o que não consegui no São Paulo. O Santos talvez seja onde estive mais presente, até por ter retornado como gerente de futebol e ajudado na montagem daquele time de 2010. É gostoso andar na rua e torcedores de ambos os times recordarem de você, baterem papo. Junto do Zaragoza (da Espanha), são as duas equipes mais fundamentais da minha carreira - conclui.
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