Pupilo de Ceni, ex-goleiro celebra Paralimpíadas: ‘Dei a volta por cima’

Fonte Globo Esporte
O sonho de criança de disputar uma Copa do Mundo, Bruno Landgraf realizou. Aos 17 anos, foi à Finlândia e voltou com o título da categoria para o Brasil, ao bater por 1 a 0 na decisão a Espanha de Cesc Fàbregas. O futuro estava encaminhado. Revelado pelo São Paulo, chegou a ser apontado como substituto natural de Rogério Ceni. Um acidente de carro em 2006, no entanto, interrompeu a trajetória do goleiro, que já tinha “subido” para seleção sub-20. Nada que o impedisse, porém, de continuar representando o país. Tetraplégico, trocou as luvas pelo timão e compete na vela nos Jogos Paralímpicos.
Ao lado de Elaine Cunha, Bruno compete na classe Skud 18. Passados três dias de regatas, o desempenho não é dos melhores: décimo entre onze barcos. O ex-goleiro, por sua vez, aprendeu que nem sempre um título é responsável pelas maiores emoções no esporte.
- Em 2003 (no Mundial Sub-17), eu vinha de um trabalho forte de mais de três, quatro anos. Agora, depois da recuperação, é um estímulo maior. Procuro ser ainda melhor sempre. Por tudo que aconteceu: o acidente, a perda dos movimentos, a recuperação... A sensação de felicidade é maior.
O acidente na rodovia Régis Bittencourt, em 11 de agosto de 2006, marcou o esporte brasileiro na época. Além de Bruno, que sofreu um grave deslocamento na coluna, o também ex-goleiro do São Paulo Weverson e Natália Manfrim, revelação do Osasco no voleibol, morreram. Outras duas atletas do vôlei, Clarice Benício e Paula Carbonari, sofreram ferimentos leves.
A estreia nas Paralimpíadas, no último sábado, consolidou a longa e lenta recuperação de Bruno, que recuperou parte dos movimentos dos membros superiores.
- Com certeza é um momento especial. Dei a volta por cima. Essa é uma data muito importante. Voltar a competir em alto nível é uma realização, uma vitória.
A nova realidade esportiva não fez com que Bruno deixasse de lado o futebol. Apaixonado pelo São Paulo, ele ainda se divide entre o Morumbi e o CT da Barra Funda, onde recebe apoio irrestrito de um ídolo e amigo.
- Sempre acompanho (o São Paulo), vejo pela TV. Esse ano fiquei mais distante, não fui muito ao estádio por conta dos treinamentos. Acabo indo mais ao CT para ver o Rogério (Ceni), que é um grande amigo, para conversar com ele. Nos falamos sempre pelo telefone.
- Nos falamos um pouco. Ele também estava voltando de lesão. Sempre que conversamos e ele me dá força, temos uma grande amizade.
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