
O problema é que Cícero, por mais que tenha ajudado com seus gols quando atuou nesta função, não tem a competência de um 9.
Ele teve duas ótimas chances na primeira etapa e parou em defesas de Marcelo Lomba. Jadson também teve outra e parou no goleiro. As três melhores oportunidades fizeram muita falta em Salvador.
Lucas ficou muito isolado e sem as suas arrancadas, virou presa fácil para a marcação feita por zona.
Se lá na frente estava complicado marcar, pelo menos a defesa vinha de uma boa sequência. Com apenas um gol tomado nas últimas quatro partidas (três pelo Brasileiro e uma na Copa Sul-Americana), tinha parado de comprometer.
O problema é que ontem não foi assim. Desde o início as investidas baianas estavam concentradas em Cortez. As subidas de Neto levaram perigo e a situação só se resolveu quando Maicon encostou para ajudar o lateral-esquerdo tricolor.
Com a marcação ajustada, tudo parecia que o São Paulo voltaria da Bahia pelo menos com um empate. O problema é que não avisaram Rhodolfo. A entregada no pé de Gabriel foi crucial para a derrota fora.
Em um momento importante de recuperação no campeonato, o setor defensivo voltou a falhar fora de casa, como já havia acontecido diante de Atlético-GO e Náutico.
A irregularidade defensiva voltou a comprometer. Pelo visto, só os gols do Fabuloso podem salvar…