“Foi justo, o Bahia jogou melhor. Não sei exatamente o motivo, mas foi superior em boa parte do jogo. No primeiro tempo, chutamos duas bolas e, no segundo, acho que nem conseguimos chutar”, analisou Rogério Ceni.
Ciente da opinião de seu capitão, o técnico discordou completamente. “O jogo teve alternâncias. Em alguns momentos o Bahia foi melhor, em outros fomos bem. Fizemos uma boa partida. Não merecíamos a vitória, mas se saíssemos um ponto seria o que representou o jogo. O empate seria o resultado mais justo”, disse Ney Franco.
Diante das declarações do camisa 1, o treinador até indicou as chances que sua equipe teve. Destacou uma arrancada em que Osvaldo rolou para o Jadson, mas o meia, mesmo livre na grande área, não se mexeu, ficando à espera da bola no seu pé, enquanto o goleiro Marcelo Lomba saiu de sua meta para evitar a abertura do placar no segundo tempo – Gabriel, do Bahia, marcou aos 25 minutos da etapa final.

“Tivemos oportunidades de fazer gols, principalmente em contra-ataque puxado pelo Osvaldo que, do lado contrário, tínhamos dois jogadores entrando. Criamos, finalizamos, chegamos cinco vezes ao gol adversário, três no segundo tempo. Mas a bola não entrou”, lamentou o comandante.
Como defesa de seu time, o treinador valorizou o Bahia, que na quarta-feira venceu o Santos, de virada, na Vila Belmiro. “O Bahia se acertou na competição, mas conseguimos fazer um jogo muito equilibrado. Em uma saída errada de bola nossa, tomamos o gol.”
O chefe lembrou do passe errado de Rhodolfo que gerou o gol de Gabriel. Mas, mesmo se esse lance não tivesse ocorrido, o 0 a 0 não satisfaria Rogério Ceni, pois deixaria o São Paulo a três pontos da zona de classificação da Libertadores – agora, está a quatro do quarto colocado Vasco, mas ainda em quinto lugar.
“Mesmo se não tivéssemos aquele erro na saída de bola, sairíamos com um ponto, o que já era pouco para o nosso objetivo. E, infelizmente, veio a derrota”, afirmou o goleiro, nada conformado com a atuação, o resultado ou a campanha de sua equipe no Brasileiro.