A ordem no Morumbi é barganhar. Tentar um acordo com Santos e DIS para que o clube consiga obter bem mais de 60% dos direitos do atleta se desembolsar os R$ 27 milhões oferecidos por 100%. Ou pagar bem menos para ficar com uma fatia menor.
Uma das saídas seria na assinatura do novo contrato do jogador a DIS repassar parte de seus 55% ao São Paulo. Porém, no entendimento são-paulino, esse não é o objetivo da empresa, que já estudou colocar a mão no bolso para levar Ganso ao Inter.

Na avaliação do estafe de Juvenal Juvêncio, como investidora, a DIS quer sair da negociação com algum dinheiro na mão. Por outro lado, já sairia vitoriosa da operação se passe a ter como sócio um clube que não está em pé de guerra com ela. Santos e DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, estão em briga na Justiça. Curiosamente, o São Paulo já colidiu com a empresa quando vendeu Breno.
Na busca de uma solução negociada, a estratégia são-paulina agora é dar tempo para Ganso e Santos se entenderem. E esperar que Laor, presidente do clube do Litoral, aceite conversar. Por enquanto, nos bastidores, o máximo que os santistas admitem é uma redução de aproximadamente R$ 1 milhão em relação ao valor da multa.