
“Fizemos dois gols para valer um. E me parece que o primeiro (de Ademilson) não estava em impedimento”, apontou o técnico, que antes mesmo do contestado lance aos 27 minutos da etapa final reclamava tanto que levou uma bronca do árbitro. “Foi um alívio aquele gol”, continuou, falando do lance validado, aos 33 minutos do segundo tempo.
O Tricolor ainda teve outros motivos para chiar no primeiro tempo. Um gol de Rhodolfo, por exemplo, foi anulado por impedimento, mas outras jogadas invalidadas pela mesma assistente Janette Mara Arcanjo irritaram ainda mais a equipe anfitriã no Morumbi. Entretanto, o maior problema foi o desempenho que levou à supremacia pernambucana.
“Foi um jogo difícil. O Sport até nos surpreendeu. Pensávamos que ficariam no contra-ataque, como foi contra o Grêmio (os nordestinos perderam por 3 a 1 no Olímpico), mas fizeram o contrário. O (técnico Vágner) Mancini foi muito feliz ao colocar a equipe em cima e tivemos certa dificuldade. Mas valeu a superioridade do nosso jogo técnico, principalmente no segundo tempo”, comemorou Ney Franco.
Se desperdiçou duas chances claras no primeiro tempo, o time da casa parou em milagres do goleiro Magrão quando atuou melhor na volta do intervalo. “Os gols perdidos foram em alguns momentos por erros nossos e em outros por intervenções acima da média do Magrão, que tem um histórico muito interessante no Sport e saiu como o melhor em campo”, elegeu o técnico do São Paulo.
O comandante da equipe do Morumbi, ao menos, celebra evolução em campo. “Independentemente do adversário, temos que tentar criar uma situação de entrar em todos os jogos jogando bem. Logicamente, jogar bem significa aumentar a possibilidade de vitória”, indicou.