Diamante tricolor brilha

Fonte Diário de SP
30 de Julho de 2012
Leônidas da Silva já era conhecido como Diamante Negro quando chegou ao São Paulo, em 1942. Oito anos depois, encerrou a carreira com 144 gols pelo time tricolor.
Ontem, a atual joia brilhou e superou a marca do antigo ídolo. Luís Fabiano balançou a rede duas vezes na vitória por 4 a 1 sobre o Flamengo, no Morumbi, e alcançou os 145 gols com a camisa são-paulina.
Além de fazer história ao se tornar o sétimo maior artilheiro dos 82 anos do clube, o atacante calou da melhor maneira possível seus poucos e barulhentos críticos. Membros de uma torcida organizada do São Paulo até se concentraram na porta do estádio para protestar contra o time e o centroavante.
A bronca, na verdade, é mais pela dor de cabeça que o Fabuloso deu ao Tricolor devido ao excesso de cartões amarelos neste ano — ele ficou fora de jogos importantes, como a semifinal do Paulistão, quando o time foi eliminado pelo Santos.
De volta à equipe após se recuperar de uma lesão muscular na coxa esquerda, o centroavante entrou em campo de cara fechada. Porém, ao contrário do que fez uma das organizadas na chegada do time ao Morumbi, a maioria da torcida tricolor gritou o nome do matador. Era o combustível que ele desejava.
Liderança/ Com a ajuda do goleiro Rogério Ceni, de volta ao time após sete meses se recuperando de contusão no ombro, Luís Fabiano comandou o São Paulo em campo. Criou logo de cara duas boas chances de marcar, mas parou nas mãos do flamenguista Paulo Victor.
Mas o goleador só foi sorrir, mesmo, quando Maicon arriscou chute de longe — sem força, mas com precisão — e abriu o placar, aos 41 minutos. Logo depois, o prêmio por sua dedicação. De cabeça, ele marcou o segundo gol após a cobrança de escanteio de Jadson, igualando-se a Leônidas da Silva.
Na segunda etapa, o atacante ultrapassou o ídolo da década de 40 ao anotar outro de cabeça, agora em cruzamento de Cortez. De nada adiantou Ramon diminuir o placar. Era tarde de um novo diamante brilhar. E ele finalizou sua bela atuação deixando Jadson na cara do gol para marcar o quarto e último gol do São Paulo na tarde.
Feliz, Luís Fabiano se esqueceu das críticas. “Não entrei chateado em campo. Acima de qualquer coisa, há o amor pelo São Paulo e o respeito por essa camisa”, afirmou, como quem pede silêncio aos corneteiros.
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