"O fato de não comandar a Seleção olímpica não tem interferência na minha decisão de sair. Acho que vai ser uma Olimpíada interessante, no país certo. Eu sabia que a minha principal função era classificar o Brasil para Londres e não comandar o time lá", afirmou Ney Franco. "Eu iria como um auxiliar, então a minha presença ou ausência não seria determinante para o Brasil na busca da medalha de ouro", ressaltou.

O treinador afirmou que uma conversa com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, foi fundamental para deixar o comando da Seleção Brasileira Sub-20 pela "porta da frente".
"Sempre sai dos clubes pela porta da frente e não era da CBF que eu gostaria de fazer diferente. A conversa com o presidente (José Maria Marin) ajudou para minha saída ser de forma honrosa. As coisas aconteceram naturalmente, como deveriam acontecer", disse o novo treinador são-paulino, que afirmou ter evoluído muito taticamente atuando como treinador da base brasileira.
"Acho que comandar categorias de base não te enferruja como treinador. Eu evolui muito na Seleção Brasileira. Disputei um Sul-Americano e um Mundial Sub-20. Conquistei títulos e tive oportunidades de enfrentar seleções de varias escolas. Isso me ajudou muito para entender o futebol. Eu evolui até taticamente. Acho que você aumenta seu repertório de exigência quando comanda a Seleção, já que você tem disponível todos os jogadores com muito potencial", concluiu Ney Franco.