De exemplo de administração e gerência do clube, a imagem do cartola mudou de figura. Coleciona episódios que fazem surgir alguns questionamentos sobre a sua gestão.
No dia em que demitiu Leão, Juvenal disse que seria um ótimo técnico.
Bateu de frente com Ricardo Teixeira, ainda quando o dirigente era presidente da CBF, e com Marco Polo Del Nero, da Federação Paulista de Futebol. Indisposições que contribuíram muito para que o Morumbi perdesse a condição de ser estádio da Copa do Mundo de 2014. E, no ano passado, ‘rasgou’ o estatuto do clube e se reelegeu até 2014.

Ao contrário. Nas ruas, os torcedores pedem pela saída de Juvenal que, nos últimos tempos, chama mais a atenção por suas declarações cômicas do que pelo atual modelo de gestão.Após a conquista do tricampeonato brasileiro, em 2008, o São Paulo acumula sucessivos erros de administração. Nos últimos 36 meses, desde a saída de Muricy Ramalho, seis técnicos passaram pela equipe (média de um novo comandante a cada seis meses) — Ricardo Gomes, Baresi, Milton Cruz (interino), Paulo César Carpegiani, Adílson Batista e Emerson Leão.
E se comparado aos outros clubes grande do estado, o Tricolor fica devendo bastante. Tite, no Corinthians, Felipão, no Palmeiras e Muricy, no Santos, já estão em suas respectivas equipes há mais de um ano — média muito superior aos cinco meses de cada técnico são-paulino.
Atualmente, durante as coletivas, Juvenal Juvêncio rouba a cena com as suas frases de efeito e sacadas irônicas. Na última, quando anunciou a demissão de Emerson Leão, o presidente relembrou algumas histórias do passado e causou gargalhadas nos jornalistas.
“O Luizão (atacante), que fazia muitos gols, era manco” disse. Depois, afirmou que ele próprio seria um bom técnico. “Eu seria, porque tenho história nisso aí”, brincou.
Sábado, após a vitória sobre o Cruzeiro, 3 a 2, o presidente voltou à tona. Assim que o árbitro encerrou o jogo, Juvenal apareceu no gramado, feliz, abraçando os jogadores. Nas entrevistas, os atletas confirmaram que a vitória teve muito a ver com o dirigente, que antes do jogo deu uma palestra no vestiário.