
Perder Denilson criará uma lacuna grave no elenco do tricolor
Denilson pode vestir a camisa tricolor pela última vez hoje, quando o São Paulo enfrenta o Cruzeiro, às 16h20, no Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG), pela sétima rodada do Brasileirão. O contrato do volante, emprestado pelo Arsenal, termina esta noite. O diretor de futebol, Adalberto Baptista, esteve na Europa esta semana negociando a renovação do vínculo com o time inglês. Mas, até a tarde de ontem, a situação não estava definida.
Segundo o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, a diretoria inglesa está aberta à possibilidade de prolongar o empréstimo. A intenção tricolor é que o volante fique mais seis meses ou até um ano. O entrave é o técnico Arsène Wenger, que insiste no retorno do meio-campista.
Wenger já não queria liberar o jogador no ano passado, mas acabou concordando com a negociação depois da insistência do volante. Devido ao aproveitamento constante de Denilson pelo São Paulo (confira abaixo os números do jogador), o francês voltou a colocar suas atenções sobre o jogador de 23 anos.
Se dependesse apenas da vontade de Denilson, ele permaneceria no país. Mais de uma vez, o volante declarou seu desejo de continuar no São Paulo. Pouco antes das semifinais da Copa do Brasil, por exemplo, ele falou com esperança sobre essa possibilidade. “A negociação é em duas frentes, caso o São Paulo passe: primeiro, jogar as finais e, depois, o Arsenal aceitar minha permanência por mais dois anos”, disse na época, referindo-se à possibilidade de o Tricolor chegar à final do torneio nacional. Com a eliminação frente ao Coritiba, na semana passada, esta alternativa foi afastada.
Formado nas categorias de base do São Paulo, Denilson foi vendido ao Arsenal em 2006. O volante permaneceu no clube inglês durante cinco temporadas antes de retornar ao Brasil, em julho do ano passado.
Agora, a esperança tricolor é que Arsène Wenger abra mão de contar com o volante, pelo menos, neste segundo semestre. Como última opção, existe ainda a possibilidade de o São Paulo comprar os direitos do jogador. Mas esta é uma alternativa virtualmente descartada pela diretoria. Isso porque o clube inglês espera receber 6 milhões de euros (R$ 15,2 milhões) com uma possível venda do atleta, valor considerado muito alto no Morumbi.
Caso a negociação com o Arsenal não seja concluída de maneira favorável ao São Paulo, Denilson retornará frustrado à Inglaterra. Quando apelou a Wenger para sua liberação, o volante afirmou que voltava ao Brasil em busca de um título pelo clube paulista. Coisa que não conseguiu durante sua primeira passagem. A história caminha para uma repetição.
Desfalque/ Para o São Paulo, perder Denilson criará uma lacuna grave no elenco. Além de ter sido titular durante toda a temporada, o volante deixa o grupo em um momento de poucas opções para a posição.
Wellington ainda se recupera de uma cirurgia no joelho esquerdo e só deve retornar aos campos em setembro. Contratado como opção no início desta temporada, Fabrício também precisou ter o joelho esquerdo operado na semana passada e não deve voltar à ativa em menos de sete meses.
Com a lista ficando cada vez mais restrita, quem pode acabar ganhando espaço é Rodrigo Caio. Formado na base tricolor, o volante teve poucas oportunidades na função durante a passagem de Leão pelo comando do time. Com a entrada de Milton Cruz na condição de técnico interino, o camisa 25 tende a ganhar novas oportunidades. O próprio Milton já admitiu que gostaria de utilizar mais o novato na equipe.